Agora o Blues com Z é 100% Blues Brasil.
Essa é nossa mais nova iniciativa para divulgar e incentivar o gênero no país.
De Norte a Sul do Brasil o Blues é praticado e estamos abrindo espaço para todo brasuca que queira expressar seu feeling Blues.
Continuamos com os bate-papos. Toda semana um nome ou uma banda nacional para nos contar como é fazer Blues por aqui.
"....O velho Blues não tem formato, nem receira, nem religião,a cor da pele não se mete nisso..."




Seja bem-vindo, o blues vai rolar! E como dizia o mestre Muddy Waters, "pedras que rolam não criam limo".

30 de janeiro de 2008

Próximas atrações - 04/02/2008

Carnaval do Blues com Z

Próxima segunda, 04/02, 9 da noite ao vivo na Zero Rádio Web www.zeroradio.com.br , em plena segundona gorda de Carnaval, o Blues com Z completa o especial Jimi Hendrix com mais raridades desse gênio da guitarra elétrica.
Na edição anterior (28/01 - reprises, quinta 31/01 e domingo 03/02), ficaram faltando algumas pérolas do Mestre que vamos rolar na próxima edição do programa, entre elas apresentações de Hendrix com Buddy Guy, Johnny Winter entre outras.
Vamos ter também mais algumas informações pontuais de Bob Tequilla, um dos maiores conhecedores da vida e obra do guitarrista.
Para completar nosso Carnaval Blues Rock, vamos bater um papo ao vivo com Percy Weiss (foto), uma das maiores lendas vivas do rock nacional dos anos 70 e ex integrante das bandas Made in Brazil, Patrulha do Espaço, Harppia e outras.
Preparem suas mascaras e fantasias, o Blues com Z bota seu bloco na rua com muitas raridades hendrixianas e muita história do rock brasileiro através de Percy.
Venha participar conosco no Chat da Zero interagindo ao vivo em tempo real com nosso convidado e tenha um ótimo Carnaval Bluesy!!!!!

28 de janeiro de 2008

Carnaval e Blues






O Carnaval já não é mais o mesmo há muito tempo, principalmente para os não adeptos da maior festa popular do país. Mas, ao invés de retiro, muita gente vem criando alternativas para este momento de festa.
Para os apreciadores de Blues, Jazz e afins, algumas opções bastante atraentes vem acontecendo pelo país.
Já temos, há 8 anos, o Festival de Blues & Jazz de Guaramiranga ( post aqui no blog) agora o projeto Garanhuns Jazz e Blues Festival (post aqui no blog) no interior de Pernambuco. Este ano em São Paulo tem o Carna Blues, cinco noites num bar paulistano só com grupos de Blues..
História do Carnaval no mundo
Segundo Hiram Araújo, diretor cultural da LIESA – Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro -, pesquisador do Carnaval e autor do livro "Carnaval – Seis Milênios de História" -, a dificuldade no estudo da história desse evento se encontra na falta de material e documentos sobre o assunto. Em meio a muitas explicações encontradas na mídia sobre a origem do carnaval, a de que ele teria surgido com a criação dos cultos agrários pelos povos primitivos é confirmada por Araújo no primeiro capítulo desse seu livro. A oficialização das festas dedicadas a Dionísio, de 605 a 527 a. C., teriam completado o processo.

As festas de culto ao deus Dionísio - também conhecido como Baco, em Roma – que aconteciam há mais de três mil anos na Grécia eram celebrações profanas, que se estendiam por três dias. Durante esse período os pagãos dançavam, cantavam e faziam orgias, numa espécie de "vale-tudo".

Baco, por Caravaggio

A base dessas festas era a inversão, que se dava através de uma teatralização coletiva. O processo era ajudado pela pintura que mulheres e homens faziam em suas faces e pelas roupas que usavam, que os descaracterizavam de seus papéis comuns na sociedade e os faziam assumir outros, ainda que metaforicamente. Dessa forma, homens pobres podiam se tornar reis por alguns dias e mulheres posavam de damas, por exemplo. Também de forma metafórica, os foliões falavam dos governantes e para eles, como se estivessem fazendo um "acerto de contas". E para tudo isso aproveitavam-se do anonimato, já que estavam com aparências diferentes em função das fantasias.
Quando as homenagens a Dionísio – o deus brincalhão, do deboche e da irreverência - começaram a acontecer, as cortes, os sacerdotes e os ricos não gostaram nada, entre outras razões porque eram o principal motivo das sátiras dos pagãos. No entanto, assumindo a máxima "se não pode vencê-los, junte-se a eles", acabaram se rendendo também aos festejos após uma tentativa frustrada de reprimi-los. No século VI a.C., Pisístrato, o tirano de Atenas, passou também a homenagear Dionísio e ainda construiu um templo na Acrópole, o teatro Dionísio, que abrigaria concursos de peças cômicas ou dramáticas.
Até hoje, percebe-se essa idéia de inversão, trazida ao mundo pelas festas profanas direcionadas a Dionísio, em alguns locais onde o carnaval é uma manifestação de forte impacto. O de Veneza, por exemplo, é exuberante e conhecido no mundo pela navegação de gôndolas iluminadas pelos canais da cidade e a concentração, na Praça de São Marcos, de personagens típicos, como arlequins, polichinelos e outros da Comédia d'ell arte. Historicamente, conta com máscaras muito criativas e bem elaboradas, também famosas internacionalmente. As máscaras, apesar de remeterem ao disfarce que garantia o anonimato para se divertir na Grécia e em Roma, surgiram bem antes das homenagens a Dionísio: na pré-história mesmo já eram utilizadas.Além da Itália, outros países europeus têm carnavais tradicionais também, especialmente aqueles em que há predominância católica. Na Alemanha - onde a festa se chama "Karneval" ou, mais ao sul, "Fasching" e vai de 11 de novembro à quarta-feira de Cinzas - existe a mesma noção de válvula de escape tão característica do Carnaval. A animação é grande principalmente no Mainz, em Düsseldorf, Bonn e em Colônia, às margens do Reno. O carnaval de Nice, na França, é bem conhecido, pela monumental parada de carros alegóricos a as gigantescas figuras que são movimentadas.
Nos Estados Unidos, Nova Orleans se destaca pelo Mardi Grass, que significa terça-feira gorda e teve origem em 1857. Durante o período, dezenas de agremiações desfilam pelas ruas da cidade, as pessoas saem de casa fantasiadas e os bares ficam abertos 24 horas por dia. Em meio a uma mistura de estilos musicais, essencialmente de origem negra, as bandas de jazz sobressaem.
No Japão também há carnaval, mas numa época diferente: em agosto do ano passado, em Tóquio, meio milhão de pessoas se aglomeraram para ver as 25 escolas de samba locais, na 26a. edição do Asakusa Samba Carnival. Um detalhe curioso: a escola vencedora utilizou fantasias confeccionadas aqui no Brasil, que chegaram na véspera do desfile, para vestir e enfeitar seus 80 membros da bateria e 150 dançarinos.

No Brasil
O Carnaval é umas das festas mais tradicionais no Brasil.Podemos dizer literalmente que o país pára, pois cada estado comemora como de costume. A festa mais famosa acontece no Carnaval do Rio de Janeiro e São Paulo com suas famosas ((Escolas de samba do Rio de Janeiro,escolas de samba de São Paulo tambem )). Em um estilo diferente uma festa também muito badalada e muito freqüentada é o Carnaval de Salvador (Bahia) , muito famosa pelos trios elétricos e pela música baiana(Axe).Em Recife e Olinda (Pernambuco), que se concentra o bloco carnavalesco, o Galo da Madrugada e vários outros marcos do carnaval, como os Bonecos Gigantes de Olinda, sempre embalados pelas músicas do estado, Frevo, Maracatu, Manguebeat, etc.

Baseado nestes dados, é justo que se celebre este evento com muita alegria e descomprometimento, afinal, também é uma louvação à música, "da mistura de ritmos de origem negra", de dança e de fantasia.

Bom Carnaval Bluesy a todos!!!!!!!!!!!!!!!!!




26 de janeiro de 2008

UNIVERSO DO BLUES

Extraída dos folhetins bluesy norte-americanos de diversos autores anônimos, a “Cartilha do Blues”explica de uma maneira bem humorada e atual como é a vida e o comportamento de um autêntico bluesman e até como se compõe um Blues. Mostra que o Blues está vivo e possui hoje características próprias, colidindo de frente aos argumentos usados por aí, que rezam:“O blues está morto e existia quando os caras tinham acabado de sair da escravidão e estavam perdidos num mundo novo onde eles ainda eram escravos.O Blues existiu em certa época, em certo contexto que já foi. Nunca mais ninguém vai fazer blues etc.... Falam ainda que: o que é chamado de blues hoje pode ser algo parecido, inspirado, baseado, cheio de referências. Pode ser a melhor coisa do mundo. Mas não é blues, é rock....a “Cartilha” tenta desmistificar os fatalistas. Indica ainda que o buraco é mais embaixo e que hoje existe uma cultura bluesy viva, no underground mundial, vivendo uma realidade diferente, sim, porém com novos problemas tão tirânicos como os vividos pelos pioneiros, só que agora envolto no brilho superficial dos tempos modernos.

Divirta-se!!!!!!!!!!!!!

1. Os Blues, em sua maioria, começam, ‘’Acordei esta manhã’’
2.“ I got a good woman’’ (“Tenho uma boa mulher”) é um mal jeito de começar o blues, a menos que você insira algo rude na próxima linha como, ‘’Tenho uma boa mulher, com a cara mais malvada da cidade’’.
3. O Blues é simples. Depois que você conseguir a primeira linha certa, repita-a. Então ache algo que rime, como: ‘’Tenho uma boa mulher com a cara mais malvada da cidade. Sim, eu tenho uma boa mulher como a cara mais malvada da cidade.Tem dentes como a Margaret Thatcher, e ela pesa 250 quilos.’’
4. O Blues não é sobre escolha. Você está enfiado num fosso, você está enfiado Num poço. Não tem saída.
5. Carros do Blues: Chevrolets, Fords, Cadillacs e caminhões quebrados. O Blues não anda de Volvos, BMWs, ou veículos de diversão. O meio de transporte do Blues é o Greyhound (equivalente a nossa Cometa), um trem com destino ao Sul. O Blues NUNCA vai no trem com destino ao Norte.Aeronaves a jato e veículos estatais nem estão no movimento. Andar exerce
uma parte principal no estilo de vida do Blues. E também a morte determinada (Fixing to die).
6. Adolescentes não sabem cantar o Blues. Eles ainda não estão com a morte determinada (Fixing to die - Em inglês significa que a pessoa tem um vício ou doença que vai levá-la a morte cedo ou tarde).Adultos cantam o Blues. No Blues a idade adulta significa ser velho o suficiente para ir para a cadeira elétrica.
7. O Blues tem lugar na cidade de Nova York mas não no Havaí ou em qualquer lugar do Canadá. Em Minneapolis ou Seattle, só se estiver deprimido. Chicago, St. Louis e Kansas City são ainda os melhores lugares para ter o Blues. Você não pode ter o Blues em qualquer lugar que não chova.
8. Um homem com calvície bem cuidada não é Blues. Uma mulher mandona é. Quebrar sua perna porque você está esquiando não é o Blues. Quebrar uma perna porque um jacaré a esteja mastigando, é.
9. Você não pode ter o Blues num escritório de luxo ou num shopping. A iluminação (enfoque) está errada (o). Vá para fora num estacionamento ou sente-se na caçamba de lixo.
10. Bons lugares para o Blues: Numa rodovia, cadeia. Maus lugares pra o Blues: Norstrom (empresa corporativa), inauguração de galerias; Instiuições de caridade; campo de golfe.Ninguém vai acreditar que é Blues se você usar um terno, a menos que você seja um velho amarrotado tendo dormido em cima dele por pelo menos 6 meses.
11. Você tem o direito de cantar o Blues? Sim, se: você for mais velho do que desesperado. b. se você for cego; c. se você matou um homem a tiros em Memphis e se o homem em sobreviveu; se você tiver um 401K (espécie de poupança) ou um Fundo de Fideicomisso (espécie de herança).
12. O Blues não é motivo de cor, Trata-se de má sorte. O Tiger Woods (jogador de golfe) não pode cantar o Blues. Sonny Liston (boxeador) poderia. Gente branca feia também tem uma perna no Blues.
13. Se você pedir água e a sua querida lhe der gasolina, é o Blues. Outras bebidas aceitáveis do Blues são: água barrenta, café preto ruim. As seguintes NÃO são bebidas do Blues: Perrier, Chardonnay, Snapple e Slim Fast.
14. A morte de um bluseiro ocorre num motel barato ou numa choupana vagabunda de caçador; esfaqueado nas costas por uma amante ciumenta é um outro jeito de morrer. Também pode-se morrer numa cadeira elétrica, abuso de drogas e, morrer sozinho numa espeluca. Você não pode ter uma morte bluesy durante uma partida de tênis ou enquanto estiver fazendo lipoaspiração.
15. Alguns nomes de Blues para mulheres: Sadie (Tristinha), Big Mama (Mãezona), Bessie (Betinha), Fat River Dumpling (Entulho do Rio Gordo).
16. Alguns nomes de Blues para homens: Joe (Zé). Willie (Guilherme), Little Willie (Guilherminho) d. Big Willie (Guilhermão).
17. Pessoas com nomes como Michelle, Amber, Debbie e Heather não podem cantar o Blues não importa quantos homens elas matem em Memphis.
18. Kit para iniciantes de ’’Crie o seu próprio nome de Blues’’:
a) Nome de uma debilidade física (Cego, Aleijado, Manco, etc)
b) Primeiro nome (veja acima) mais o nome de uma fruta (Limão, Lima, Kiwi, etc)
c) Sobrenome – de um presidente (Jefferson, Johnson, Fillmore etc). Por exemplo: Blind Lime Jefferson, Pegleg Lemon Johnson(Perneta Lemon Johnson) ou Cripple Kiwi Filmore (Kiwi Filmore Aleijado), etc.
19. Eu não me importo quão trágica seja a sua vida: se você possuir até mesmo um computador, você não pode cantar o Blues. Se você estiver lendo isto num computador talvez você não possa cantar o Blues – mas pode com certeza ouvi-lo.
****Agora, vê se vcs começam a tocar e cantar BLUES, rssss. (Johnny Adriani)

23 de janeiro de 2008

Atração 28/01/2008


Para ilustrar a próxima edição do Blues com Z (28/01), dedicada a Jimi Hendrix, convidamos BOB TEQUILLA (foto), expert da obra do guitarrista. Bob, também é um dos responsáveis pela comunidade We Miss Jimi Hendrix no orkut (linkado aqui no blog). No programa de segunda, nosso convidado nos contará vários curiosidades e polêmicas que gravitaram em torno da vida do Mestre.
Detalhe importante: serão duas horas de pérolas raras de Hendrix, exclusivas do Blues com Z.
Na seqüência, uma entrevista pontual com Bob Tequilla, falando um pouco do porque de sua paixão pelo obra de Hendrix.

Blues com Z – Quando foi seu primeiro contato com a música de Hendrix?
Bob Tequilla
Faz muito tempo. Um colega de escola me mostrou o vinil Electric Laydland. Ouvi algumas músicas: And the Gods Made Love, Gypsys Eyes. Fui correndo arrumar dinheiro para comprar o vinil. Daí, comprei e pensei : agora vou escutar tudo. Isso foi num sábado de manhã em BH. Encontrei uma colega de escola matando aula no Parque Municipal, que tb queria ouvir o disco. E, Hendrix fez a mágica. Seu som lisérgico, e a garota “endoidando” totalmente. Foi uma loucura. Um dia que nunca acabou na minha vida.
Blues com Z –Você toca guitarra?
Bob Tequilla
Sim, toco e já tive banda. Vou tentar reativar neste ano. Estou com saudades dos tímpanos estourados e os vizinhos chamando a polícia.
Blues com Z- Fale sobre a comunidade We Miss Jimi Hendrix e as outras relacionadas ao Mestre.
Bob Tequilla-
WE MISS é uma comunidade pequena se comparada as outras, mas está crescendo muito, ativa, e o pessoal quer mesmo obter conhecimentos sobre o MESTRE. Trocar vídeos, baixar bootlegs impossíveis. Obter informações sobre guitarras, amps, pedais. Toques para aprender na guitarra, riffs. Se lamentar pela morte do JIMI.
Foi fundada pelo LUIGI, que por necessidades profissionais está na Itália, Mas ninguém esquece dele e desejamos sua volta ao Brasil. Na nossa comunidade temos a participação de diversos músicos, principalmente bluesistas e já com um nome no cenário nacional e de alguns exegetas da obra do mestre.
Muitas outras existem no Orkut , o que demonstra o interesse pelo som hendrixiano. Mas na nossa comunidade amamos JIMI, da raiz da sua cabeleira afro até a ponta dos mocasins Cherokees.
Blues com Z – Muita gente ainda torce o nariz para o Orkut. É uma ferramenta adequada para propagar a obra hendrixiana?

Bob Tequilla –
Sim é, se o dono da comunidade e os mediadores não deixarem a coisa debandar. Em muitas outras notamos isso. Alguém rouba a comunidade, por desleixo do dono, e os fakes tomam conta e destroem a credibilidade .
Blues com Z – Em BH existe algum lugar ou bandas que prestam tributo ao guitarrista?
Bob Tequilla –
Nesse último ano não fiquei sabendo de nada a respeito. Até o ano passado tinha. Mas em BH as manifestações culturais são muito descentralizadas. E, se alguém quiser comunicar algum acontecimento, estamos aí para divulgar e tenho certeza que você também divulgará no programa.
Blues com Z – Fale sobre o Blues na obra de Hendrix.
Bob Tequilla
- O blues é a própria vida do HENDRIX. Ele tocava como ninguém, mudava de espírito e de felling. As vezes começava sério depois ficava descontraído, triste e invariavelmente descarregava uma catarse de adrenalina. Demolindo os sentimentos, os estados de espírito, as escalas, os sons, a guitarra. E a platéia ficava boquiaberta e querendo ouvir tudo de novo sem entender nada. Isso é o blues, isso é JIMI HENDRIX. É só dar uma olhadinha no dvd do Royal Albert Hall, os sisudos saxões enlouquecendo silenciosamente ante os marshalls derretidos e espancados.... hehehehehehhe.....
Blues com Z – Na sua opinião, qual o maior legado deixado por Jimi Hendrix?
Bob Tequilla –
Um legado cultural imenso, e a música é uma parte dele. Seu estilo ajudou a mudar o mundo. Fico pensando se o movimento hippie seria o mesmo sem ele? Se a contracultura seria tão forte se não existisse JIMI? Ou mesmo, se a integração racial teria avançado tanto nas últimas décadas se as platéias brancas não tivessem amado tanto as suas músicas. Woodstock seria outro se não tivesse aquela execução do “Star Spangled Banner”, logo associada a crítica à guerra do Vietnã e, a visão flower power do mundo? O que seria de tudo isso sem HENDRIX????
Blues com Z – Quais as obras (vídeos, discos, livros...) que você recomenda à quem deseja conhecer a obra de Jimi?
Bob Tequilla -

Discos:
Hendrix in The West; um magnífico resumo de toda a sua obra.
Electric Laydland: o melhor disco do rock junto com Sgt. Pepper’s
Bando of Gypsys: o melhor disco ao vivo do Rock.
Dvds/filmes
: Woodstock, Royal Albert Hall, Monterey Pop


Literatura Hendrixiana


Em apenas três anos de carreira, Jimi Hendrix virou mito. Até hoje, 37 anos após a sua morte, o músico é lembrado como um visionário que antecipou muito do que aconteceria na era pós-Beatles. O interesse de ouvintes jovens, que nem eram nascidos quando ele morreu de overdose em 1970, aos 27 anos (completaria 28 em novembro), é grande o bastante para que, dois anos depois de sair uma biografia sobre Hendrix (Rool Full of Mirrors, de Charles Cross, também biógrafo de Kurt Cobain), aparecesse outro livro semelhante: Jimi Hendrix: A Dramática História de uma Lenda do Rock (Jorge Zahar Editor, 356 páginas, R$ 39,90), da jornalista Sharon Lawrence.Os fatos são inalteráveis, mas não sua interpretação. Se Cross concedia mais atenção à infância de Hendrix em Seattle, revelando sua luta contra a segregação, um pai ausente e uma mãe alcoólatra, Lawrence concentra seus esforços na carreira do guitarrista, que conheceu em 1968, um ano após sua apresentação no histórico Festival de Monterrey. Ele já era, então, relativamente conhecido nos EUA. Ao ler o capítulo em que a jornalista, ex-repórter da UPI, dá carona ao agente do guitarrista e atende a seu pedido para assistir a um show do músico, a impressão que pode ficar é a de que, graças a pessoas como ela, Hendrix chegou ao topo. Evidentemente, trata-se de um exagero.Em outros capítulos, a autora é menos subjetiva e esquece que escreveu a biografia por ter sido amiga íntima do músico - tão íntima que leiloou dois maços de cigarros Salem fumados por Hendrix, servindo ainda como testemunha de defesa no processo que o músico enfrentou por entrar com heroína e haxixe no Canadá, em dezembro de 1969. Nesse episódio, a biógrafa garante que Hendrix estava limpo. Alega que a droga foi plantada em sua bagagem. Ela faz outras acusações sérias nesse livro que não poupa a meio-irmã do guitarrista, Janie, nem a mulher que estava com ele na hora da morte, Monika Dannemann. Ela teria demorado para pedir socorro.Teorias conspiratórias não são desconsideradas nessa como em outras biografias anteriormente lançadas. No entanto, o modelo do livro de Lawrence é mais convencional e menos policialesco: quer mostrar, como se diz, o homem por trás do mito. A jornalista é do tipo que ajuda os amigos a escolher roupas e atende a pedidos de socorro às três da madrugada - e Hendrix, em ambos os casos, sempre recorreu a ela, a considerar o relato da autora. Em todo caso, são poucas as revelações que faz. Minimiza a consciência racial do músico ao afirmar, por exemplo, que, no início de sua carreira, em 1966, quando se juntou ao saxofonista King Curtis, era apenas um músico acompanhante sem grandes chances de ser ouvido como expoente de uma geração. Naquela época, só quem prestava atenção em seus solos eram os vendedores de guitarra da Mannys, na rua 48, e os boêmios do Village, seus primeiros fãs. Foi por esses anos que conheceu a prostituta de rua Regina Jackson (o nome verdadeiro era outro, admite a biógrafa), com quem viveu por algum tempo em hotéis baratos. Seus relacionamentos, sempre tempestuosos, são explorados com muita astúcia - e crítica - pela biógrafa.Já a relação de Hendrix com músicos ganha menos destaque. Um dos episódios mais marcantes é o do seu encontro com Eric Clapton, que em 1966 vivia no auge. Hendrix aproveitou-se da situação e da platéia do Cream, a banda de Clapton, para eclipsá-lo: tocou uma infindável versão de Killing Floor, sucesso do legendário bluesman Howlin Wolf. Garante a biógrafa que Hendrix se arrependeu por ter tratado Clapton com tão pouco respeito.

Matéria extraída do Jornal online Zero Hora.com (27/11/2007)

21 de janeiro de 2008

Falando de JIMI HENDRIX - Atração 28/01/2008


Jimi Hendrix morreu em 18 de setembro de 1970. Depois de 37 anos, sua obra continua sendo estudada, reverenciada e inspirando inúmeros músicos pelo mundo inteiro. Quando alguma revista, jornal ou rádio promove uma lista com os maiores guitarristas de todos os tempos, um mesmo fato se repete: O nome Jimi Hendrix sempre aparece em primeiro lugar.
Nesta semana, antecedendo a próxima edição do Blues com Z (28/01), toda dedicada ao reinventor da guitarra, com apenas pérolas de colecionadores, vamos publicar algumas histórias desse mito; uma entrevista pontual com Bob Tequilla, apaixonado e conhecedor da obra e trajetoria do guitarrista e também um dos responsáveis pela comunidade We Miss Jimi Hendrix no Orkut e várias outras curiosidades.
Neste primeiro post estamos publicando um pequeno perfil de Hendrix extraido do livro Blues - da lama à fama, de Roberto Muggiatti-1995. Se você não lei este livro ainda corra atrás dele. Além deste pequeno perfil de Hendrix é uma das melhores obras sobre a história do Blues publicadas no Brasil.

...Jimi Hendrix morreu com 28 anos. No auge de sua carreira - aqueles anos admiráveis entre 1967 a 1970 - existia uma cultura em que brancos e negros, masculino e feminino, político e poético se fundia numa mesma entidade. Hendrix, nativo de Seattle - a terra do grunge - precisou ir até a Inglaterra e se fantasiar de dândi psicodélico para conquistar a América. O guitarriosta dos Rolling Stones (que morreria misteriosamente no ano seguinte), viajou da Inglaterra até Monterrey só para anunciar o espetáculo de Jimi, no mesmo festival que revelou Janis Joplin. Jimi fez uma apresentação inesquesível, culminando com a queima ritual da sua guitarra sobre o palco. James Marshall Hendrix foi um dos primeiros war babies americanos: nasceu em 1942, ano que os EUA , entraram efetivamente na Segunda Grande Guerra Mundial. Seu pai era um jardineiro negro; sua mãe, filha de uma índia Cherokee. Jimi estudou gaita-de- boca, depois violino. Aos 11 anos, ganhou uma guitarr. Aos 14 - cabelos gomanilados, gravata-borboleta e summer jacket - aniva bailes nas noites de sábado como Rocking Kings. Seus professores eram os discos de cantores de Blues como BB King e Muddy Waters e do roqueiro Ckuck Berry. O disco que saiu em 1994, Blues, mostrando a ligação de Jimi com o gênero, trás incríveis revelações. Nas extensas notas de capa, Michael J. Fairchild afirma que Hendrix teria tido uma iniciação vodu e Blues em Macon, na Georgia, aos 13 anos, em 1956. Para justificar sua tese, Fairchild cita Michael Ventura em Whola Earth Rewiew:
" Nos anos de 1650, depois que Oliver Cromwell conquistou a Irlanda numa série de massacres, ele deixou seu irmão Henry como governador da ilha. Na década seguinte, Henry vendeu milhares de irlandeses, principalmente mulheres e crianças para as Índias Ocidentais. Cálculos falam de 30 a 80 mil pessoas. Os escravos irlandeses, em sua maioria mulheres, foram casadas com africanos. Virtualmente todo relato sobre o vodu indica, a certa altura, como são semelhantes as suas práticas de bruxaria com as práticas da feitiçaria européia. Pagões praticantes da Irlanda infundiram suas crenças aos africanos, misturando no vodu duas grandes correntes de metafísica não-cristã."
Este caldeirão afro-irlandês, dentro de um caldeirão americano que continha o índio Cherokee, revela a linguagem clássica de Jimi Hendrix. O pai diz que Jimi costumava ouvir BB King e Muddy Waters e tocar guitarra acompanhando os discos. Jimi esclarece: "onde aprendi realmente a tocar Blues foi no Sul, quando servi o exército durante nove meses." Estudiosos da vida e obra de Jimi Hendrix estabeleceram até uma ligação com Robert Johnson. Em 6 de março de 1942, o maior tornado que já se abateu sobre o Delta varreu da face da terra o botequim Three Forks, onde Robert foi envenenado. Nove meses depois, nascia Jimi Hendrix.
Hendrix teve uma experiência de estrada rica em Blues. Excursionou pelos EUA, Canadá e Bermudas com o grupo Isley Brothers. No Tennessee, çparticipou de um pacote itinerante de Rhythm & Blues que incluia seu ídolo BB King, mas perdeu o ônibus e ficou a pé em Kansas City. Lá achou uma vaga na banda de Little Richard, o primeiro superstar andrógino do rock. Jimi largou a companhia em San Francisco e entrou para a turnê de Ike & Tina Turner Revue, que o levou até Nova York. No Verã de 1966, Jimi - com o nome de Jimmy Lames, acompanhado pelo grupo The Blues Flames - era uma atração exótica do Café Au Go Go, no Village e vários astros britânicos foram vê-lo.: os Beatles, três dos Rolling Stones, Bob Dylan. Chas Chandler, guitarrista do grupo The Animals, em turnê pelos EUA, propôes a Hendrix: "Venha para a Inglaterra e farei de você uma estrela." Dito e feito. Com roupas coloridas, um novo nome, um baixista e um baterista brancos e o trio batizado de Jimi Hendrix Experience, Jimi aterrissou com impacto no cenário do rock, saudado como " o guru do Blues eletrônico." O dinheiro e a fama tiveram sobre Jimi o mesmo efeito destrutivo que acabou com Janis e Jim Morrison. Na roda viva do "sexo, droga e rock'roll (parece clichê, mas é pura verdade). Jimi brilhou no Festival de Woodstock em 1969 fez um concerto pela paz no Madison Square Garden de Nova York, uma filmagem meio maluca no Havaí. (Rainbow Bridge) e uma apresentação frustrante no Festival da Isla The Wight, em 1970. Na noite de 16 de setembro, em Londres, Jimi foi ver Eric Burdon no club de jazz de Ronnie Scott e deu uma canja. Tocou pela última vez e tocou Blues. No dia 18, foi encontrado inconsciente no quarto do hotel e chegou ao hospital morto. O patologista registrou "morte por sufocação causada pela inalação de vómito após a intoxicação por barbitúricos".
Jimi foi outro enterrado vivo pelos Blues. Chegou a gravar alguns deles: Rock Me Baby, de BB King e Bleeding Heart, de Elmore Lames. E toda sua música estava impregnada de Blues, uma espécie de tradução pra a Era do Homem na Lua da velha tradição do Delta., um casamento perfeito das raízes com a alta tecnologia. Na sua última entrevista à imprensa, depois do Festival da Isla The Wight, Hendrix falou sobre a corrente sonora do futuro.

"Gosto de Richard Strauss e de Wagner, são caras legais e acho que vou formar a base da minha nova música. Mas pairando no céu acima de tudo estarão os Blues - haverá a celestial música do Ocidente e a suave música do Oriente, misturadas para formar uma coisa só."

COMUNICADO

Excepcionalmente nesta segunda (21/01), o Blues com Z não terá sua edição inédita.
Na edição de hoje, reprisaremos o primeiro programa de 2008, uma edição marcada pelas vozes femininas do Blues atual e o bate-papo que tivemos com a cantora carioca ROSANE CORRÊA.
As atrações que mostraríamos nesta noite ficarão para uma nova oportunidade.

O motivo

Como todos sabem, a Zero Rádio Web , www.zeroradio.com.br está se transformando numa mídia de vanguarda na internet, mostrando uma programação diversificada que agrada a vários segmentos prezando o bom gosto musical. É um dos poucos canais que abrem espaço ao Blues, o nosso Blues com Z.
É importante que todos saibam que a Zero Rádio ainda está operando em fase experimental e requer ajustes para se tornar a melhor. Para que isso aconteça vai pintar imprevistos, que reputamos como necessário para seu crescimento.
Desses imprevistos sairão grandes novidades, especialmente para você que gosta do Blues com Z.
Aguarde!

Na próxima segunda (28/01), nova edição inédita do Blues com Z com um programa especial falando de um dos maiores Mestres da guitarra elétrica, JAMES MARSHALL HENDRIX, apresentando muitas pérolas desse gênio, com obras exclusivas do Blues com Z.
Para ilustrar o clima hendrixiano, vamos bater um papo com BOB TEQUILA, um dos responsáveis da We Miss Jimi Hendrix, uma das melhores comunidades de Hendrix no Orkut;
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=8213229

18 de janeiro de 2008

Atrações 21/01/2008


ENTREVISTA COM BIG GILSON

Próxima edição do Blues com Z, segunda, 21/01, vamos bater um papo informal com slide guitar carioca BIG GILSON, considerado um dos maiores talentos do estilo.
“... Quando vejo um jovem tocando blues tão bem assim e tão longe da América, sinto que minha missão nesta vida está cumprida...” · B.B. King - 2000.
Além desta atração, o Blues com Z trará o que de mais atual está rolando no Blues Rock Underground.
Vocé poderá participar do programa interagindo conosco no Chat da Zero Rádio e podendo fazer perguntas para nosso convidado.
Abaixo publicamos uma entrevista pontual com Big Gilson e um pouco de sua trajetória.
Divista-se!!!

Blues com Z - Fale sobre sua formação musical e como apareceu Blues na sua vida?

Big Gilson
Sou autodidata, aprendi a tocar sozinho ouvindo os “long plays” da época e o Blues entrou na minha vida através de Johnny Winter, quem ouvi pela primeira vez e fiquei afim de tocar guitarra e por intermédio dele, tocando rock na época, conheci o Blues.

Blues com Z - Maiores influências.
Big Gilson
Ouvia muito Blues negro de Freddie King, uma grande influência, Albert Collins, BB King, Albert, todos os Kings, né, Lightnin’ Hopkins, Elmore James, Hond Dog Taylor, Buddy Guy e dos brancos modernos, Eric Clapton, o próprio Johnny Winter, Roy Buchanan. Stevie Ray Vaughan, Jimmie Vaughan, muito Blues inglês dos anos 60 como Savoy Brown, etc.

Blues com Z - Fale sobre a Big Allanbik.
Big Gilson
A Big Allanbik foi a banda que ajudei na fundar em 1992, tornando-se uma das maiores bandas de Blues brasileira e a primeira a fazer uma turnê fora do país. Tocamos nos EUA em 1995 no bar de Buddy Guy, o Legend’s, o Blue Note em Nova York, em Miami e foi muito importante para minha carreira profissional na música, até então tocava de forma amadora e foi em 92 que comecei a viver só da música e só tocando Blues.

Blues com Z - Qual estilo do Blues que mais faz sua cabeça?
Big Gilson
Gosto de todos os estilos de Blues, desde o Delta até o Blues Rock que se faz na Inglaterra. Do Blues do Sul, passando por Chicago, pelo Texas. Todos eles fazem minha cabeça, procuro tocar um pouco de cada um e não me limito a um só estilo de Blues. Ouço todos, adoro, toco. Todos as formas do Blues fazem parte do meu estilo de tocar.

Blues com Z – Fale sobre sua experiência internacional.
Big Gilson
Minha experiência internacional começou com a turnê em 95 com a Big Allanbik, depois fiz várias turnês pelos EUA, Europa. Gravei 4 cd’s nos EUA, dois com bandas americanas e dois com brasileiros. Na Europa tenho sido muito bem recebido. Ano passado fiz vários festivais na Inglaterra que me renderam o apoio da fábrica de amplificadores Marshall Amplification. Sou o único guitarrista sul americano de qualquer estilo, não só de Blues. Estou no site da Marshall ao lado de feras, ídolos como Angus Young, Billy Gibons, o próprio Jimi Hendrix, sendo os único atuais, Gary Moore e eu. A minha carreira internacional hoje está mais forte fora do que aqui no Brasil.

Blues com Z - Depois do reconhecimento internacional, as cobranças aumentaram?
Big Gilson
Com certeza, depois do reconhecimento internacional as cobranças aumentaram, isso porque, uma coisa é quando se é novidade, tá tudo novo, outra é a responsabilidade de agradar, encher os lugares, deixar de ser um franco atirador. A responsabilidade é muito grande e procuro dar tudo de mim, com honestidade e sentimento, fazendo o máximo possível.

Blues com Z - Fale sobre sua carreira solo e a banda Blues Dynamate.
Big Gilson
A carreira solo vai super bem, desde o fim da Big Allanbik vem numa crescente. A banda Blues Dynamite, com o tempo, sofreu várias alterações e atualmente a formação conta com o baterista Gil Eduardo, um dos fundadores da Blues Etílicos, onde gravou os cinco primeiros discos do grupo; no baixo, Pedro Leão, que já tocou com muita gente do por-rock nacional entre eles Fausto Fawcett; Gabriel, o Pensador; esteve na última turnê unplugged do Rappa e, nos teclados, no órgão hammond é Miguel Arcanjo, que tem feito o Baú do Raul, toca com Caetano Velloso, Zélia Duncan entre outros. Para mim é um privilégio ter esses caras tocando comigo.

Blues com Z - Como vc vê o Blues feito no Brasil?
Big Gilson –
O Blues no Brasil tem evoluído bastante, tem surgido novos valores e acho muito importante gente nova aparecendo para dar mais consistência ao mercado e deixá-lo maior e mais forte, coisa que faltava na época que comecei com Big Allanbik. Com bandas boas de bom nível fazendo Blues por aí, como hoje em dia isso está acontecendo , fico muito feliz de ver que tem muita gente trafegando pela estrada que tive o privilégio de ajudar a pavimentar.

Blues com Z -Temos hoje no país um crescente número de novos talentos que apreciam Blues. Qual o melhor caminho a ser seguido?
Big Gilson
– Na minha opinião, o melhor caminho a ser seguido é a persistência, mesmo. Obviamente tem que ter talento, saber o que está acontecendo e insistir, persistir. Se você acredita em você não desista, uma hora as coisas acontecem.

Blues com Z - Fale sobre seus novos projetos.
Big Gilson
Meu projeto atual é o novo álbum que comecei a gravar semana retrasada. Neste meio tempo tem algumas turnês pelo Brasil e em fevereiro vou pela primeira vez ao Canadá, passando pelos EUA. Voltando para o Brasil, uma semana depois, mais uma turnê pela Europa. Segundo semestre tem mais Europa e EUA.
O novo cd é meu grande projeto de momento e é bastante diferente do que vinha fazendo. Sempre procuro renovar para que o disco tenha uma cara nova com uma sonoridade própria e acho que vai surpreender muita gente, com certeza. Ainda não tem nome, um título, mas vai ser bem legal, vai representar bem meu momento atual.

15 de janeiro de 2008

Próximas atrações do Blues com Z


Segunda, 21/01, o Blues com Z vai destacar um pouco de slide guitar.
Entre os slideiros vamos rolar a nova geração acústica norte-americana e um dos principais nomes do Blues feito no Brasil, BIG GILSON (foto) (próximo post uma entrevista pontual com Big Gilson), entre outras raridades.
BIG GILSON é nosso convidado para um bate-papo informal, ao vivo, no programa e você poderá participar do Chat da Zero Rádio interagindo com ele.
Na última semana de janeiro (28/01) mais uma edição dedicada ao "Mestre com Carinho", JIMI HENDRIX. Só pérolas!!!!! Nesta noite, teremos a presença, ao vivo, de BOB TEQUILA, um dos responsáveis pela comunidade We Miss Jimi Hendrix no Orkut
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=8213229

12 de janeiro de 2008

O Blues no Carnaval


O Carnaval já não é mais o mesmo há muito tempo, principalmente para os não adeptos da maior festa popular do país.
Aproveitando o clima de festa e um grande feriado prolongando, novas alternativas estão surgindo pelo país a fora, especialmente para os apreciadores de Blues, Jazz e afins.
Já temos, há 8 anos, o Festival de Blues & Jazz de Guaramiranga (ver post aqui no blog) agora o projeto Garanhuns Jazz e Blues Festival no interior de Pernambuco. Segundo o site do evento www.garanhunsjazz.com.br , "é um convite ousado, sofisticado e totalmente inovador em proposta, pois lança ao público uma possibilidade de programação alternativa e extremamente selecionada em pleno folguedo de carnaval."
O evento contará com uma estrutura ampla que dará espaço a uma série de atividades, shows e eventos ligados ao contexto do tema e com participação de nomes nacionais e internacionais em uma mostra completa sobre o que existe de melhor no Jazz e no Blues.
Confira aqui os responsáveis pelo evento!
O Blues com Z reverencia essa iniciativa é torce para que tenha o mesmo sucesso de Guaramiranga, dando assim alternativas para os amantes de outras "festas".

Veja programação completa do Garanhuns Jazz e Blues Festival.
Além das atrações citadas abaixo, teremos diariamente pelas ruas de Garanhuns a Orquestra de Frevo Jazz de Garanhuns.
02/02 – Sábado - Homenagem a Louis Armstrong:

Ruas da Cidade:
• Orquestra de Frevo & Jazz de Garanhuns

Pau Pombo (16 às 18:00h):
• Soul Blues
• Garoa Blues

Centro Cultural – Palco Ronildo Maia Leite:
• Grupo Zabumba da Alma (Orquestra de Latas dos Meninos de Garanhuns)
• Dixie Jazz Band (SP)
• Cézar Michilles e Banda (PE)
• Kenny Brown (USA)
• Jam Session

03/02-Domingo - Homenagem a B.B. King:

Ruas da Cidade:
Orquestra de Frevo & Jazz de Garanhuns

Pau Pombo (16 às 18:00h):
Mistura fina

Centro Cultural – Palco Ronildo Maia Leite:
Marcos Cabral
Dixie Jazz Band (SP)
Victor Biglione (Arg) com participação especial de Luciana Lazulli
Jam Session

04/02-Segunda - Homenagem a Billie Holliday:

Ruas da Cidade:
Orquestra de Frevo & Jazz de Garanhuns

Pau Pombo (16 às 18:00h):
Krakatoa

Centro Cultural – Palco Ronildo Maia Leite:
Sepraneta Jazz
Up Town Band (PE)
Taryn Szpilman & Banda (RJ) com participação do baterista Claudio Infante
Jam Session


*OBS: Grade provisória.

9 de janeiro de 2008

Atração 14/01/2007


ENTREVISTA COM GUSTAVO ANDRADE

Próxima segunda (14/01) vamos bater um papo com o guitarrista GUSTAVO ANDRADE, um dos fundadores da Hot Spot Blues Band, considerada pela revista Blues'n'Jazz de São Paulo a melhor banda de Blues mineira. Além de ser um músico dos mais competentes, GUSTAVO criou o projeto Minas Blues Jam, uma iniciativa independente para a divulgação do Blues e a integração de músicos do gênero de todo país.
Publicamos abaixo uma entrevista pontual, das mais substanciosas, com o guitarrista.
Boa leitura!

Blues com Z - Sua formação musical.
Gustavo
- Comecei a tocar violão aos 09 anos vendo meu pai (bossa/samba) e meu irmão (blues/rock) tocarem em casa. Fui me interessando mais e comecei a pesquisar e tirar músicas através do rádio, de vídeos, LP’s e fitas-cassestes de meu irmão mais velho. Aos 12 anos comprei um contra-baixo elétrico e comecei a cantar nessa época também. Aos 14 anos fiz meu primeiro show, daí pra frente eu vi que era isso mesmo que eu queria e não larguei mais. Estudei canto e violão na Fundação de Educação Artística aqui em Belo Horizonte, participei de oficinas de música no Festival de Ouro Preto, participei de várias bandas e projetos musicais, isso tudo ajudou muito para minha formação e ainda continua ajudando. A música é um processo criativo contínuo, você nunca pára de aprender e de criar.

Blues com Z - Quando apareceu o Blues na sua vida?
Gustavo
-
Naquela época (anos 80) ainda não tínhamos internet e era raro escutar um blues de verdade nas rádios, sendo assim, era bem mais difícil de descobrir estilos como o blues. Numas dessas fitas-cassestes, nos LP’s, o blues me foi apresentado pelo meu irmão mais velho (Kalango) e por uma legião de músicos de rock e blues aqui de Belo Horizonte chamada Tribo De Solos. Comecei a tocar de verdade nas “jams” da Tribo. Também assisti filmes como Crossroads (A encruzilhada), The Blues Brothers (Irmãos Cara de Pau) entre outros, que me ajudaram a entender um pouco mais sobre o estilo e apaixonar-me com o blues e a sua total irreverência.
O blues está inserido no nosso cotidiano, seja na propaganda da tv, na trilha sonora do filme, na novela, na internet, nos jingles de rádio, em artistas como Rolling Stones, Beatles, Eric Clapton, Stevie Ray Vaughan, John Mayer, Joss Stone, Ben Harper. Creio que hoje esse acesso ao blues está bem mais fácil.

Blues com Z - Maiores influências.
Gustavo
-
Ouço até hoje muito Jimi Hendrix, Jeff Beck, Buddy Guy, Eric Clapton, BB King, Robert Johnson, Albert Collins, Albert King, Willie Dixon, Johhny Winter, Billy Gibbons, Santana, SRV, Miles Davis, Jaco Pastorius, John Coltrane etc. As influências estão sempre sendo somadas. Pra mim nunca se pára esse processo de acrescentar ao meu estilo e ao meu som elementos que me agradam em outras músicas. Estilos como o samba, a bossa, o maracatu, o congado, o blues, o jazz, o soul, o rock, o country , o reggae, o psycho-funk(60-70), a música cubana, africana, árabe, indiana, a cada dia temos mais acesso cultural e novas influências se agregam naturalmente.

Blues com Z - Fale sobre a Hot Spot.
Gustavo -
A Hot Spot Blues Band é formada por Gustavo Andrade (guitarra e vocal), Luiz Andrade (bateria) e Jonas Lima (baixo). O Jonas é um grande baixista e tem apenas 2 anos de banda. Eu e meu irmão tocamos juntos em quase todas as “gigs” desde sempre. Temos um ótimo entrosamento e isso nos ajuda muito. Esse entrosamento é o nosso diferencial, um groove sólido com bastante swing e pegada. Já tocamos em vários festivais e também já acompanhamos artistas como Pepeu Gomes, Cláudio Venturini, Big Gilson, Big Joe Manfra, Jefferson Gonçalves, Felipe Cazaux, Rodrigo Nézio, Ted McNeely, Guilherme Bizzotto, Bauxita, Leandro Ferrari entre muitos outros amigos. A banda está em uma ótima fase. Começamos 2008 a todo vapor. Dias 11 e 12 de janeiro vou tocar na Temporada de Blues de Tiradentes junto ao grande guitarrista Ted Mcneely e a Yellow Cab e dia 18 vamos tocar no Ilha Blues Festival a convite do produtor e amigo Oda Gomes. Também em 2008 vamos lançar nosso primeiro cd pra comemorar esses 15 anos tocando juntos.

Blues com Z - Como anda a confecção do 1º cd e quando sai?
Gustavo
- O cd “Feeling Alright” é uma comemoração por nossa paixão pelo blues. Ele conta com dez releituras do estilo que mais curtimos, o blues-soul. O cd tem ainda participações especiais dos amigos Big Joe Manfra, Jefferson Gonçalves, Robson Fernandes, Manoel Barbosa, Leandro Ferrari e Raphael Negromonte. O cd está quase pronto. A previsão é de lançarmos em maio desse ano aqui em BH e depois pelo Brasil afora.

Blues com Z - BH é um dos maiores redutos de bluseiros do país?
Gustavo
- Em BH tem muito bluesman sim, mas é difícil dizer qual é o maior reduto de blues do Brasil. Cada dia que passa conheço mais e mais pessoas que tocam ou que se interessam em começar a tocar blues em todo Brasil. Em Minas Gerais temos nomes como Hot Spot, Nasty Blues, Rodrigo Nézio & Duocondé, Yellow Cab Blues Band, Leandro Ferrari, Samir Chammas, Osmar Melo, Pedro Kokaev, Fred Cardoso, Mariana Borsssatto, Paulo Savino, 34 Blues Band, Bauxita, Affonsinho, Guilherme Bizzotto, Alexandre Araújo, Aeroblues, Hilmara Fernandes, Free Hand, Deja Blues, Carol Jaques, Rodica, Companhia De Blues, Legado Blues, Yer Blues entre muitos outros. A cena aqui em Minas está cada dia melhor.

Blues com Z - Fale sobre o Projeto Minas Blues Jam.
Gustavo
-
Penso que se ficarmos esperando que a mídia e que outros produtores abram espaços e tragam artistas bacanas de blues pra cá, vamos esperar até sei lá quando. Criei o projeto Minas Blues Jam por causa da falta de cuidado, de informação e de espaços em Minas para com os artistas do blues. É uma queixa que não é só por aqui, creio que aconteça em quase todo Brasil.
O projeto visa convidar artistas de todo Brasil para “jams” de blues e workshops em Minas e assim divulgar o blues e suas ramificações, abrir novos espaços, aquecer nossa agenda cultural, revelar novos artistas, mostrar a música de qualidade feita no Brasil e no mundo e aumentar o acesso do público à essa arte.
O Minas Blues Jam já contou com a participação especial de vários músicos, entre eles,
Big Gilson (RJ), Big Joe Manfra (RJ), Jefferson Gonçalves (RJ), Leandro Ferrari (MG), Andre Hommer (SP), Felipe Cazaux (CE), André Carlini (SP), Bauxita (MG), Guilherme Bizzotto (MG), Marcelo Morais (MG), Cubanito (Cuba), Rodica (USA), Bruno Avanzato (Itália) entre muitos outros. O projeto está indo super bem, alavancando bastante a divulgação do blues em Minas e no Brasil.
Anunciando em primeira mão pra vocês do Blues Com Z, d
ias 14 e 15 de março de 2008 o projeto comemora e realiza sua oitava edição com a participação dos gaitistas Robson Fernandes e Leandro Ferrari.

Blues com Z - A integração de músicos de Blues de vários cantos do país é um caminho para alavancar o gênero no Brasil?
Gustavo
-
Claro. Quanto maior a integração maior será o movimento, conseqüentemente maior será a divulgação e o acesso do público ao blues e à boa música. É isso que tento fazer através do projeto Minas Blues Jam. Bacana demais termos espaços como o “Blues Com Z” pra botar a boca no trombone, trocarmos e divulgarmos novas idéias também.

Blues com Z - Com tantos talentos de norte a sul do país, o que falta para o Blues feito no Brasil conquistar mais espaços?
Gustavo
-
Temos que nos unir e acharmos alternativas como o Minas Blues Jam, o Blues Com Z, a Banca Do Blues, a Temporada de Blues de Tiradentes, o Ilha Blues Festival, o Niterói de Alma Blues, o festival da revista “Blues N’ Jazz” e outros, para cada vez mais divulgar o blues e conseguirmos chegar até o nosso público. Não precisamos agradar a todos, mas tem muita gente que curte blues e quer ter a oportunidade de ver esses artistas em sua cidade. Esperamos que com esses novos espaços o público tenha cada vez mais acesso ao blues e à artistas de qualidade.
Gostaria de aproveitar e agradecer o Johnny, à você Edu e toda equipe do “Blues Com Z” pelo espaço e pela grande iniciativa de vocês. O Brasil precisa demais de pessoas assim. Parabéns pelo belo trabalho!

Um feliz 2008 e um grande abraço a todos!

HOT SPOT BLUES BAND
ORKUT:
www.orkut.com/Community.aspx?cmm=1068437

MY SPACE:
www.myspace.com/hotspotbluesband


MINAS BLUES JAM!
ORKUT:
www.orkut.com/Community.aspx?cmm=8296978

MY SPACE:
www.myspace.com/minasbluesjam

YOUTUBE:
www.youtube.com/watch?v=Hm6I96dCDGk

8 de janeiro de 2008

ATRAÇÕES 14/01/2008

O Blues com Z da próxima segunda (14/01) terá como convidado, para um bate-papo informal, o guitarrista e militante do Blues mineiro GUSTAVO ANDRADE (foto).
GUSTAVO é um dos fundadores da Hot Spot Blues Band, considerada a melhor banda de Blues de Minas Gerais e, criador do projeto Minas Blues Jam, que visa a integração de músicos de todo país para a divulgação do Blues.(Próximo post uma entrevista pontual com Gustavo)
O programa da próxima segunda também trará um cardápio farto de muito Blues Rock Underground e muitas raridades do Blues em geral.
No Blues com Z você participa em tempo real no Chat da Zero Rádio, interagindo com nossos convidados e trocando idéias de Blues com todos os participantes.
Segunda, 9 da noite ao vivo, mais um Blues com Z inédito.
Seja bem-vindo!!!!!!

7 de janeiro de 2008

O CARNAVAL EM GUARAMIRANGA


O blues em fevereiro chega no carnaval e ecoa no distante Maciço de Baturité, na cidadezinha de Guaramiranga, Ceará, de apenas 6 mil habitantes, a 100 quilômetros de Fortaleza. Será em Guaramiranga (Nordeste que é o avesso do tórrido Nordeste, com temperaturas médias anuais de 18° C). É o lugar que abriga há oito anos o Festival Jazz & Blues, e é ali que a gaita de um fenômeno do blues, o francês JJ Milteau (foto), vai soar, às 21 horas do dia 4 de fevereiro, no Teatro Rachel de Queiroz.
JJ Milteau, de 58 anos, que vem acompanhado do seu fiel escudeiro, o violonista Manu Galvin, é um curioso caso em que o blues floresce longe de suas terras mais férteis, as regiões do Sul americano. Nascido em Paris, nas imediações da Porte D''''Italie, ele passou batido pelo rock preponderante em sua época e foi se voltar para o ritmo mais ancestral.
Desde então, já acompanhou feras do blues ianque, como Mighty Mo Rodgers, Little Milton e Mighty Sam McClain. Em 2003, gravou em Nova York um disco fabuloso, Blue 3rd, no qual tem as digníssimas companhias do tubista Howard Johnson e do decano ativista Gil Scott-Heron, o fabuloso autor de Revolution Will Not Be Televised, hino contracultural dos anos 60. Seu mais recente trabalho discográfico é Fragile, de 2006, com as cantoras Michelle Shocked e a fantástica Demi Evans (no ano passado, lançou um ao vivo, Live Hot N Blue, todos pelo selo Emercy France).
Mas Jean-Jacques Milteau não é a única atração desse insólito festival nordestino. A outra estrela internacional convidada é o trio Frères Guissé, que vem da região histórica do Fouta, no norte do Senegal (nome, por sinal, de uma de suas mais belas canções). Suavemente melódico, o trio lembra muito uma versão ancestral do blues, mas também se conecta com algo da música brasileira - mesma sensação causada pelos vocais de Lokua Kanza, que já veio ao Brasil algumas vezes. Em Ummo, o trio parece mesmo ter parentesco com a viola pantaneira de Helena Meirelles. Uma descoberta.
Eles cultivam expressões culturais tradicionais, como o pekaan (um gênero musical que tem origem nas formas de comunicação artística dos pescadores soubalbé); o goumbala, canto encantatório dos chasseurs-ceddo, que exalta a coragem e o ideal heróico); o dilleré, música dos Tisserands-Maboubé, que é uma espécie de hip-hop declamatório; o yeela, relativo aos griôs Awloube, mestres da palavra e contadores das histórias passadas; o rippo, que perpassa os grupos sociais, além de ritmos jovens.

Só esses dois nomes já seriam mais que suficientes para fazer os amantes da música considerarem a idéia de conhecer um outro Brasil nas montanhas do Ceará. Mas há outras atrações, uma delas a inigualável Banda Cabaçal dos Irmãos Aniceto, lendários festeiros da região do Crato, no Cariri cearense.
A Banda Cabaçal dos Irmãos Aniceto foi fundada ainda no século 19 pelo patriarca José Lourenço da Silva, o Aniceto, e é da mesma região de onde vêm a poesia de Patativa do Assaré e o artesanato de Mestre Noza e das irmãs Cândido, e cenário de eventos populares únicos, como a Festa de Santo Antônio da Barbalha e os Caretas de Jardim.
No ano passado, a orquestra dos Irmãos Aniceto recebeu a Ordem do Mérito Cultural do Ministério da Cultura, mesmo ano em que Oscar Niemeyer recebeu a Grã-Cruz do Mérito Cultural. Já tocaram em espetáculo de Ivaldo Bertazzo e, em 2005, foram uma das atrações escaladas pelo Brasil para representar o País no Ano do Brasil na França, tocando na Cité de la Musique para milhares de pessoas.
Mais nomes na escalação do festival: o gaitista carioca Jefferson Gonçalves, a cantora paulistana Nicole Borger, o bandolinista Hamilton de Holanda (nosso Hendrix do bandolim) e o violonista Nonato Luiz. Muitos shows são gratuitos, ao ar livre, na escadaria da Igreja Matriz da cidade.
Da MPB, o cantor, compositor e pianista Ivan Lins é a maior estrela. Ele chega a bordo de um novo álbum, Saudades de Casa, no qual trabalha o conceito de improvisação e jam session como um método de gravação. Ivan fecha o festival no dia 5, às 21 horas, também no Teatro Rachel de Queiroz.
Segundo lembra a assessoria do Festival Jazz & Blues de Guaramiranga, o festival cearense já abrigou a música de João Donato, Scott Henderson, Hermeto Pascoal, Naná Vasconcelos, Paulo e Daniel Jobim, Manassés, Stanley Jordan e Egberto Gismonti, entre outros. Quem também esteve lá foi o trompetista Marcio Montarroyos, morto recentemente no Rio de Janeiro.
Segundo a organização, o festival já se incorporou ao calendário da cultura cearense e traz grande impacto econômico na região em que se instala. Chega a dobrar o número de habitantes com a chegada dos turistas, que se hospedam em suas pousadas, sítios, campings ou residências e ajudam a criar empregos e atividades correlatas.
Também possibilita que músicos regionais possam ter palco e público para mostrar o desenvolvimento de seu trabalho. É o caso, por exemplo, do jovem guitarrista Felipe Cazaux, cearense que andou solando nos palcos dos bons clubes de blues de Chicago e tocou com James Wheeler, antigo guitarrista de Otis Rush.

Mais informações sobre o festival podem ser obtidas por telefone 85-3262-7230 ou pelo site www.jazzeblues.com.br.

Fonte – Jornal O Estado de São Paulo

Por Jotabê Medeiros


3 de janeiro de 2008

Janeiro 2008: Blues + Blues


Começamos 2008 com o Blues soprando forte em vários pontos do Brasil. Tiradentes/MG e Ilha Comprida/SP, são dois deles.
Nos próximos quatro finais de semana em Tiradentes/MG (sextas e sábados) acontece a 3a Temporada de Blues de Tiradentes.
Sempre, a partir das 22 horas, no Conto de Reis Biritaria, a banda YELLOW CAB BLUES BAND, capitaneada pelo 'veterano bluseiro, guitarrista Ted MacNeely (organizador do evento), acompanha grandes nomes do Blues feito no Brasil:dias 04 e 05/01, o novo talento carioca, a cantora ROSANE CORRÊA; dias 11 e 12/01, o guitarrista de Belo Horizonte, GUSTAVO ANDRADE, guitarrista da Hot Spot Blues Band; dias 18 e 19/01, o pianista paulistano ADRIANO GRINEBERG e, nos dias 25 e 26/01, o gaitista ROBSON FERNANDES acompanhado por RODRIGO NÉSIO & DIOCONDÉ.
No site da Yellow Cab www.yellowcab.com.br você pode obter mais informações sobre o evento e saber como chegar na histórica Tiradentes.
Em Ilha Comprida, litoral Sul de São Paulo, de 18 à 20/01, pelo terceiro ano consecutivo, rola o 3º ILHA BLUES FESTIVAL, no
Espaço Cultural Plínio Marcos, Balneário Adriana, numa produção de Oda Gomes com entrada franca.
18/01 - 22h - HOT SPOT BLUES BAND
23:30h - ANDRÉ CHRISTOVAM & BANDA
19/01 - 22h - ARQUIVO BLUES com a participação do guitarrista de Niterói/RJ, RENATO ZANATA.
23:30h - DÉCIO CAETANO BLUES BAND com a participação do guitarrista argentino DANNY WOOD SIPOS.
20/01 - 22h - RODRIGO NÉZIO & DUOCONDÉ BLUES
23:30h - ROBSON FERNANDES BLUES BAND.
Mais informações sobre o 3o Ilha Blues Festival no site www.overmundo.com.br/