Agora o Blues com Z é 100% Blues Brasil.
Essa é nossa mais nova iniciativa para divulgar e incentivar o gênero no país.
De Norte a Sul do Brasil o Blues é praticado e estamos abrindo espaço para todo brasuca que queira expressar seu feeling Blues.
Continuamos com os bate-papos. Toda semana um nome ou uma banda nacional para nos contar como é fazer Blues por aqui.
"....O velho Blues não tem formato, nem receira, nem religião,a cor da pele não se mete nisso..."




Seja bem-vindo, o blues vai rolar! E como dizia o mestre Muddy Waters, "pedras que rolam não criam limo".


21 de março de 2008

Atração 24/03/2008


BANDANNA BLUES BAND


A carioca BANDANNA BLUES BAND é nossa convidada, nesta segunda (24/03), para um bate-papo informal. Nova safra do Blues feito no Brasil, a Bandanna chega ao cenário bluesy nacional com muita energia e , com certeza, veio para ficar.
A seguir, uma entrevista pontual com o grupo que nos conta um pouco de sua trajetória.

Blues com Z - A formação musical de cada integrante do grupo.

Anna Carla (vocal)
– Graças a minha mãe, eu tive uma educação musical muito completa e de bom gosto da parte dela, que além de tocar um chorinho no acordeon pra ninguém botar defeito, ouvia Chico, Geraldo Vandré, Edu Lobo, Beatles e Rolling Stones. Caramba, me lembro de ter visto o Rock in Rio todinho com ela na tv, que ela não pode ir porque eu era muito pequena!
Bom, daí minha vontade de estudar música sempre esteve latente. Quando criança, estudei piano no conservatório e participei de vários corais, desde o do Cap UERJ, que fazia apresentações na concha acústica, Cecília Meireles e Teatro João Caetano, e alguns corais religiosos até o coral da Aliança Francesa, que tinha maior repercussão no Rio. Depois que minha mãe faleceu, ainda estudei acordeon uns 4 anos, mas percebi que eu me identificava mesmo com o vocal.
Infelizmente, fiquei afastada um tempo da música por conta de um emprego (sou Engenheira Mecânica) que, apesar de me fazer conhecer culturas diferentes, não me dava sequer finais de semana pra cultivar amigos e me dedicar à música. Me fazia mal deixar a arte de lado, e mudei tudo pra isso acontecer! Há 4 anos voltei a cantar e estudo pra manter minha saúde vocal. Depois da “Pandhora” (pop-rock) e da RBO (blues) estou hoje dedicada a “Bandanna”.

Mauricio Fernandes (guitarra) - Estou no mundo da música desde 1986 e já toquei em diversas bandas: Vital Mania, BDR, Old Jack Blues, onde o Marquinho e o Felipe também participavam, Blues and Roll, Garganta Seca e Os Tributados, onde toco baixo. Com o Garganta Seca, gravamos o CD “Musica, Suor e Prazer” lançado em 2002, tocamos nas principais casas do Rio de Janeiro e no ano passado participamos do Programa do Jô. Passei por variados estilos musicais, viajando do punk-rock ao blues. Em 1994, descobri o Blues e me apaixonei pelo estilo que é a base das minhas criações musicais. O despertar por este estilo teve influência por intermédio do guitarrista Big Gilson (ex-Big Allanbik) que foi meu professor.
Felipe Mendes (batera) – Sempre gostei muito de rock progressivo, aquela coisa meio setentista. Acho que todas as bandas que eu toquei tiveram alguma influência desta época.

Marcus Ploc – (contra-baixo elétrico) Tive meu primeiro contato com o instrumento em 1993. A partir daí passei por alguns professores particulares. Dentre eles eu destaco o "Marcos Pimpolho", excelente baixista que assina gravação em vários trabalhos de artistas do estilo popular, como a Mpb, samba e pagode. Ele é cria do grande Adriano Giffoni.

Guilherme Hully-Gully (guitarra) – O Guilherme é marcado por ter sido integrante das bandas “João Penca & Seus Miquinhos Amestrados” e “Pororocas”. Hoje, alem de produtor musical e cenográfico, toca guitarra na “General Billy”, banda de Rockabilly, e na “Bandanna Blues”. (Anna)

Blues com Z- As principais influências de cada um.

Mauricio -
Jimi Hendrix, Stevie Ray Vaughan, Eric Clapton e Buddy Guy.

Marcus - Sou eclético e, graças a Deus, tive aprendizado em vários ritmos nas fases diferentes da vida. Me sinto a vontade para tocar do samba ao rock. Quanto aos artistas que me influenciaram, sempre tive como inspiração Mark King (Level 42), Gady Lee (RUSH), Sting (The Police), Andy Rourke (The Smiths), Arthur Maia (diversos), Flea (Red Hot Chilli Pepers), Humberto Gessinger (Engenheiros do hawai)... ah, são tantos... rs
Guilherme - Rebeldes Rockabilly, João Penca & Seus Miquinhos Amestrados, A. E. Müller.

Felipe - Toad The Wet Sprocket, Temas de Jazz, Progressivo (mas sem muito virtuosismo) e alternativo (sem muito minimalismo).

Anna – Bom, música brasileira de qualidade! Com certeza! Chicago... O blues de Chicago... me influenciou demais. Susan Tedeschi... Joss Stone... Debbie Davies... Ah, e claro Koko Taylor, que tive oportunidade de ver ao vivo.

Blues com Z - Voces acreditam que a influencia de outros estilos, fortes na banda, fazem com que crie um diferencial pro som de vocês?

Marcus - Sim é claro, o blues concede espaços a vertentes. Sem rótulos, embalagens ou pré-definições. No fim, o conteúdo dita o tom. Somos um grupo, pessoas distintas com experiência e vivência diferentes e isso culmina em uma mistura pra lá de apetitosa.

Felipe – Eu acho que sim, faz diferença sim. Eu e o Marquinhos já tocávamos em outras juntos em outras bandas com outros estilos e agente traz muito isso pra Bandanna.

Blues com Z - A escolha do repertório.

Anna – Nosso repertório ainda está tomando forma... Neste ano tivemos algumas mudanças e estamos recebendo influências que estão apimentando mais o som pra um blues mais “acariocado”. Esperamos que a resposta do público seja positiva!

Blues com Z – Como foi a escolha das músicas escolhidas do EP do grupo?

Anna – Engraçado isso... Minha intenção inicial era gravar um trabalho próprio, da Anna. Mas o trabalho com a banda tinha a necessidade de ter um material de qualidade pra divulgar a banda e poder tocar em palcos mais exigentes. Daí, propus a idéia do EP e, logo no começo, começamos a nos preparar para gravar. Ainda não tínhamos o repertório de hoje e escolhemos a dedo o que seria trabalhado pra gravar. Queríamos colocar uma música própria, um blues nacional e uma música forte, conhecida. E assim surgiu “Hit the Road” que acabou ganhando uma incidental, que ficou interessante, a “Vai Pedalar”e “Eu sou um alguém” da Banda Garganta Seca. Gravamos no estúdio “Making of” do baixista Fabio Mesquita (Baseado em Blues e Blues Power) que além de grande amigo, é ótimo músico e produtor. Ele foi essencial pro desenvolvimento no trabalho. Gravar lá fez com que as músicas recebessem um carinho especial e ainda alguns toques importantes no arranjo.

Blues com Z - Com pouco mais de um ano de vida, a Bandanna veio para ficar?

Mauricio – Acabamos de trocar de baixista, que foi um reencontro do passado. Eu toquei com o Felipe e o Marquinhos há uns anos atrás, e há pouco tempo o Felipe esbarrou com ele justamente quando procurávamos um novo baixista. Isto ta sendo bacana e por isso ainda aquele momento onde estamos redefinindo opções. Mas a interação do grupo e a vontade dos integrantes mostrou desde a sua primeira apresentação, que veio para ficar, para trilhar o caminho da música independente dos obstáculos que com certeza aparecerão!

Blues com Z – O Blues e afins no Rio tem crescido?

Mauricio
- O Blues no Rio sempre foi de momentos altos e baixos. Infelizmente, os bares e casas de shows não "investem" o suficiente para que o público compareça aos shows de blues e sempre dependem da divulgação das bandas. Em vários casos, querem que a banda até venda ingressos para garantir público. Hoje alguns espaços ou veículos vêm colaborando para que o blues seja mais conceituado no Rio de Janeiro. A Banca do Blues, que promove shows todos os sábados, o Programa Blues com Z, que integra as bandas brasileiras no Chat, e a Rádio Blues na Veia, que eu produzo. Esses espaços trazem muito retorno e novos adeptos. Contamos que cada vez mais apareçam novidades no mundo deste estilo tão fascinante que é o blues!

Blues com Z – Estão aparecendo novos espaços para apresentações?

Anna
Aqui no Rio, como acredito ser no Brasil inteiro, as casas apóiam o blues por um curto período... E normalmente dos dias de semana. Quem tem se mantido no estilo por um bom tempo é o Sallon as terças-feiras e o Rio Rock Blues, onde fizemos um show super gostoso acústico no final do ano passado. Fora estas duas, e é claro, a Banca do Blues, os espaços se abrem para nós e se fecham em seguida....

Blues com Z - Novos projetos, apresentações e o site da banda.

Mauricio – Esse tem sido o objetivo da remontagem do repertório. Músicas empolgantes e capazes de sustentar um show enérgico e cheio de feeling. Só agora estamos começando a oferecer o nosso show pra novas casas no Rio e fora do Rio. Ah, também a construção de nosso site, que será uma novidade!
Anna – Enquanto o site não fica pronto, estamos usamos o portal “Palco MP3” que tem sido bastante eficaz na divulgação do trabalho. Teremos show no proximo sábado (dia 29, véspera do Aniversario do Deus da Guitarra) com um repertorio especialmente trabalhado na Banca do Blues com as bandas Destilaria, Old Blues e SlowHands.
Ah, Edu, não posso terminar essa entrevista sem agradecer a algumas pessoas e oportunidades que tivemos... As Jams organizadas via orkut mensalmente foram super importantes pro encontro de músicos de blues aqui no Rio. Pra mim especialmente, foi fundamental pra esta escolha musical. Ficávamos 5 horas no estúdio com músicos profissionais (renomados pelo mercado nacional) e músicos desconhecidos na midia (que viraram grandes amigos). Novas bandas surgiram destes eventos... A Deaf Dogs (do Marcos Zeve, Leo Cardote, Felipe Nobre e Jean), o Destilaria (com o Leo Ventura e Heber Araujo), a 4Lives (Dantas e Heber), a Miulhos Endrulhos (do Marcelo Biko, Big Alex e André White) e até a RBO, que eu participei em 2005 com o Luiz Fernando Yeah. Hoje essas Jams foram transferidas pra Banca do Blues. O Paulo e a Denise abrem este espaço todo sábado antes dos shows. Isto cria oportunidades. Alias, a Bandanna só surgiu depois que participamos do tributo ao Eric Clapton no ano passado, que foi organizada pelos músicos que participavam das Jams no estúdio. E é claro, obrigada pelo convite pra entrevista. Acompanhamos o programa e tá demais de bom! 




18 de março de 2008

Próximas atrações - 24/03/2008



A próxima edição do Blues com Z (24/03) traz algumas raridades de um dos pais do Blues Britânico, Sr. John Mayall e uma das melhores bandas sessentista de Boogie Blues norte-americana, a Canned Heat, ainda na ativa.
No Blues Brasil nossa atração é banda carioca BANDANNA (foto centro) da cantora Anna Carla que, com um ano de vida, começa a trilhar o caminho do Blues com bastante energia. Além das primeiras gravações demo do grupo, vamos bater um papo descontraido com seus integrantes durante o programa.
Para os apreciadores de Buddy Guy e Johnny Winter, que destacamos na edição anterior e já disponivel no podcast da Zero Rádio www.zeroradio.com.br , em breve, mais materiais inéditos.
Próximo post uma entrevista pontual com a BANDANNA.

14 de março de 2008

Atração - 17/03/2008


BLACK COFFEE BAND

Uma das atrações da próxima edição do Blues com Z (17/03) será o grupo paulistano BLACK COFFEE. Mesmo com pouco tempo de rodagem, vem encantando e já é uma das sensações no circuito do Blues de São Paulo.
Logo abaixo temos uma entrevista pontual com o grupo, que nos conta um pouco da trajetória da banda.


Blues com Z - A formação musical dos integrantes do grupo.

Oswaldo – Fiz cursos de gaita com Robson Fernandes, André Carlini e Sérgio Duarte e muito estudo em casa, e alguns cursos de teoria musical.

Wagner – Sou formado pela Faculdade de Artes Alcântara Machado (FAAM) no curso de Música Bacharelado em Bateria

Isabel – Não tenho nenhuma formação musical, nunca estudei música. Minha escola têm sido os palcos mesmo.

André – Estudei contrabaixo elétrico em 2000 no IB&T e na seqüência me formei na FAAM.

Marcio – Fiz aulas particulares de guitarra, mas me aprimoro mesmo é no palco e na troca de experiências e técnicas com outros guitarristas.

Blues com Z - Como foi a criação da banda.
Isabel
– O Marcio, nosso guitarrista e o Carlos, que na época era nosso baixista, já tocavam juntos há muito tempo em uma banda de rock ‘n’ roll e decidiram montar uma banda de blues.
Eles convidaram o Roberto Terremoto, que seria o vocalista da banda e, de fato, ele ajudou a formar o que nós somos hoje. A partir do Roberto, o Oswaldo foi convidado a se juntar à banda. O Marcio e o Carlos me convidaram a fazer uns vocais de apoio e tínhamos ainda o baterista Creck.
O Roberto acabou saindo pouco tempo depois e eu assumindo de vez os vocais. E depois disso nós já passamos por outras mudanças, como a saída do Creck e entrada do Wagner, e a saída recente do Carlos e a entrada do André.
Na verdade, todos esses esforços em criar uma banda são no intuito de manter uma união perfeita entre música e músicos. Algumas pessoas passaram por nós e deram sua importante contribuição. Hoje, com o time que temos, posso garantir que música e músicos são uma coisa só. Não é só a música que temos em comum, a amizade e união entre nós é o que tem feito da Black Coffee o que ela é.

Blues com Z- As principais influências de cada um.
Oswaldo
- Gaitistas Brasileiros, André Carlini e Flávio Guimarães. Além de músicos internacionais como Jason Ricci, Sugar Blues, entre outros

Isabel – Tenho muitas, mas encabeçando a lista estão Stevie Wonder, Aretha Franklin e Tina Turner, eles são inspirações eternas. Muitos outros cantores e músicos me influenciaram, sejam eles de blues, rock ou soul, com cada um pude aprender e aprimorar meu jeito de cantar.

Marcio – Minhas maiores influências são Jimmy Page, Steve Ray Vaughan, Johnny Winter, além de outros guitarristas da década de 70.

Wagner – Minhas influências são Jack DeJohnette, Bill Stewart, Brian Blade, Nenê, Hermeto Pascoal, entre muitos.

Blues com Z- A escolha do repertório.
Isabel
- Nosso repertório é dividido entre o blues e a soul music. Normalmente eu acabo indicando as músicas de soul que ficariam legais pra banda tocar, e o Oswaldo faz o mesmo com o Blues. Além é claro, das sugestões de todo o pessoal da banda.
Mas as escolhas sempre são feitas levando em consideração o que achamos que agradaria mais ao público que nos assiste, algo animado e dançante, e nossos gostos pessoais também contam, claro. Sempre em consenso.

Blues com Z - O Blues e afins estão conquistando mais simpatizantes?
Oswaldo
- Desde o dia em que ouvi falar em Blues até hoje, o movimento tem crescido nas mais variadas formas e estilos isso é muito bom, sem contar com os simpatizantes e as pessoas que trabalham para o bem do Blues aqui no Brasil.
Acredito que isso se deve porque o blues é um ritmo contagiante e apaixonante e nós da Black Coffee fazemos uma levada muito dançante de forma muito alegre.
Estamos contribuindo para a divulgação do estilo da forma que podemos e conseguimos, com certeza acredito que as pessoas que nos vêem tocando sempre mudam para melhor seus conceitos em relação ao Blues. Porém, ainda sentimos falta de festivais, a criação de novos espaços para tocar e que se desenvolva a cultura de ouvir musica ao vivo no Brasil, além de podermos oferecer mais qualidade sonora ao público.

Blues com Z - Estão aparecendo novos espaços para apresentações?
Oswaldo
- Para nós sim, com certeza buscamos alternativas inclusive fora do circuito de bares, como prefeituras, empresas, núcleos de arte, entre outros locais onde possamos fazer um show para ser assistido, diferente de um bar.

Blues com Z - Como a Black Coffee se situa na nova cena blues em Sampa?
Oswaldo
- Acredito que estamos crescendo muito, estamos sendo apoiados por muitos amigos e simpatizantes do nosso trabalho.

Isabel – Também temos tentado atingir um público que não seja necessariamente de Blues, e estamos tendo um considerável sucesso com isso. Tocamos também em casas onde não é predominantemente o Blues que se ouve. Nossa intenção com isso é difundir ainda mais esse estilo que não tem muito espaço em grandes mídias, mas que tem provado agradar a todos.

Blues com Z - Falem sobre as músicas (7) escolhidas do EP do grupo.
Isabel
– Nós já vínhamos tocando essas músicas ao vivo há pelo menos um ano antes de entrarmos em estúdio, e dentro do repertório que fazíamos na época, essas eram as músicas que mais tinham a “nossa cara” e que também agradavam a nós e ao público.
Porém entre todas, com certeza, Chain of Fools (Aretha Franklin) é a música que mais tem a nossa cara, costumo brincar dizendo que nos apropriamos da música, e agora ela é nossa, ninguém tira da gente (rs).
Tentamos mesclar o Blues e o Soul que são nossas características mais fortes, então Hoochie Coochie Gal e Chain of Fools fazem parte desse nosso registro, com a mesma importância.

Blues com Z - Novos projetos, apresentações e o site da banda.
Isabel – Estamos em processo de composição do nosso futuro CD que pretendemos lançar no final de 2008 ou no começo de 2009, não estamos com muita pressa, queremos caprichar muito nesse nosso primeiro CD autoral.
Esse é um processo novo pra gente, porque até agora só fazíamos versões, mas tem sido muito bom, muito produtivo. E esperamos que o resultado saia realmente como pensamos e queremos.
Estamos contando também com a colaboração de alguns amigos músicos que, gentilmente nos ofereceram suas músicas. O Roberto Terremoto compôs uma música exclusivamente pra Black Coffee. Essas parcerias com certeza irão enriquecer ainda mais nosso futuro CD.
Acabamos de lançar um novo site, totalmente reformulado e com mais interação entre os fãs e a banda. Nele tem músicas, vídeos, fotos, agenda, notícias, além de uma área chamada “Amigos da Black Coffee”, que é dedicada aos nossos amigos e fãs.
Nos dias de hoje, com essa loucura que anda o mundo, não teria como ignorar que todos temos um papel na sociedade, e que podemos fazer a diferença se quisermos, realmente. Por isso, a Black Coffee tem tentado levar nossa arte a todos e em todos os lugares que nos convidarem. Estamos fazendo um projeto muito bacana no CEU Cidade Dutra, um local de uma estrutura excelente e que conta com pessoas realmente engajadas na questão social. E fazemos isso com muito carinho, pois levamos àquela comunidade não somente um som com o qual elas não estão familiarizadas, mas que tem aceitado muito bem, mas acima de tudo tentamos levar conhecimento da forma como podemos.
Nesse projeto, levamos um ou mais convidados, e tanto eles, como também a própria Black Coffee levamos a informação juntamente com a diversão, ou seja, tocamos e também contamos histórias sobre os instrumentos ou sobre um músico, ou ainda sobre a própria história do Blues. Esse é um projeto que queremos levar com grande afinco, porque sentimos que podemos fazer a diferença. Em breve colocaremos em nosso site o texto de nossa Responsabilidade Social.

Agradecimentos

Isabel – Em nome de toda a Black Coffee, gostaria de agradecer o Blues com Z pelo espaço e apoio. Edu e Johnny muito obrigada!
Um abraço a todos, e quem quiser saber mais sobre nossa banda, ouvir músicas, ver vídeos, entrem em nosso site:

www.blackcoffeeband.com.br

12 de março de 2008

Atrações do Blues com Z - 17/03/2008










Na próxima segunda, 9 da noite, (17/03) o Blues com Z, em mais uma edição inédita, brinda os apreciadores do bom e velho Blues com algumas atrações do mais alto calibre. Vamos destacar nesta edição a lenda viva do Blues, Sr. BUDDY GUY e o albino JOHNNY WINTER. Além desses nomes de peso vamos rolar, ainda, muita novidade do Blues Rock mundial.
Nosso destaque do Blues feito no Brasil será a banda paulistana BLACK COFFEE (próximo post uma entrevista pontual com o grupo) (foto dir), a nova sensação do Blues de São Paulo, que também será a convidada para um bate-papo no programa.
Toda segunda temos o Chat da Zero Rádio www.zeroradio.com.br com sua participação em tempo real.
Saia do lugar comum das segundas à noite e confira mais uma edição do Blues com Z
Até lá!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!1

10 de março de 2008



Blues com Z: Idéia velha com mentalidade nova

Há quase 6 meses no ar na Zero Rádio Web www.zeroradio.com.br , o Blues com Z não é um simples programa de Blues tocando velhos clássicos do gênero para dizer que ainda está vivo. Além de vivo com as veias latejantes, o Blues é um dos gêneros musicais que mais se renova no universo musical. Exemplo disto, mostramos no programa o que há de mais atual no Blues mundial e com todos os sotaques. O Blues não se resume ao velho lamento dos pioneiros que viviam todo tipo de agrúrias das suas épocas ou servindo de fonte para as velhas Big Bands dos anos 40 e, para o Jazz de todos os tempos. No Brasil, por exemplo, o nome Blues só foi devidamente reconhecido a partir dos anos 80 já que, até então, o Blues era rotulado como baladas e rock. Hoje ele consegue ser referência em quase todo estilo musical contemporâneo e usa, sem desprezar o acústico, da mais avançada tecnologia para fazer soar seus acordes o mais alto possível, deixando seu filho mais novo, o rock and roll atual, com ares de mal passado.
A idéia de fazer um programa de Blues mostrando seu lado B, isto é, fora de seus manjados clássicos e sim o seu underground vivo no mundo inteiro, é uma velha idéia de Johnny Adriani, produtor musical do programa e possuidor de um dos maiores acervos de Blues Rock Underground já visto. Johnny, que desde os anos 70 está envolvido com o rock nacional, produzindo cenários para shows, capas de discos das principais bandas entre outras coisas, vinha procurando espaço para mostrar e elucidar a verdadeira cara do Blues atual. Em 2001, a idéia quase se concretizou na 89FM – Campinas, com o 89+Blues , que não se tornou realidade devido a desistência do patrocinador em cima da estréia. Agora, em 2007, com novo convite de Rony Viana, coordenador artístico da Zero Rádio. o mesmo da 89 FM da época, o Blues com Z se tornou realidade e vem mostrando a verdadeira mentalidade e alma do Blues moderno.

Parceria

Responsável pela produção musical e criador do designer gráfico da marca Blues com Z (nome que segue a linha da emissora – Zero Rádio), Johnny Adriani chamou, novamente, Edu Soliani, que seria o apresentador do 89+Blues, para comandar o Blues com Z. Edu, outro apaixonado pelo gênero, há quase 20 anos produzindo e apresentando programas de Blues em emissoras de rádio e TV (criou o primeiro programa de Blues da TV brasileira – Rota do Blues) pelo interior paulista, expert no assunto e, principalmente, amigo de longa data de Johnny, comungou com a idéia, consumando assim, a parceria. Além da apresentação do Blues com Z, Edu Soliani redireciona o formato do programa e escreve todos os textos do blog www.bluescomz.blogspot.com , extensão do programa onde fornece um mini perfil de todas as atrações apresentadas.

Perfil e objetivos

O Blues com Z tem como perfil destacar as raridades do gênero, apresentando pérolas pouco conhecidas, em todos os estilos do Blues, dando enfoque maior ao Blues Rock Underground mundial, este sim, estilo que podemos chamar com o verdadeiro espírito rock’roll .
E, claro, importantíssimo, dar espaço ao Blues feito no Brasil apresentando bandas e nomes que labutam pelo Blues na terra do samba. Seja divulgando seus trabalhos ou convidando-os para bate-papo, ao vivo, no programa.
O principal objetivo do Blues com Z é abrir espaço para o gênero na mídia, não importa em qual, visto que é tão ignorado, mal compreendido e, principalmente, marginalizado pela grande maioria (inclusive para muitos ditos ‘rockeiros’ que deram as costas para suas origens) mostrando a verdadeira realidade do Blues no Brasil e no mundo de maneira honesta.
No meio de todo lixo depositado (de todos os estilos, tanto daqui como de fora) nas cabeças desavisadas, até os valores humanos estão sendo mudados para pior e nós do Blues com Z, tentamos mostrar que nem tudo está perdido e existe, sim, muita coisa de qualidade a ser apreciada, especialmente o Blues.....com Z.

8 de março de 2008

Blues com Z na Just TV


Esta semana foi confirmada a presença do Blues com Z na Just TV http://www.justtv.com.br . Teremos a honra de sermos uma das atrações do programa "Loucuras de Alexandrelli", dia 25/03, das 21 às 22 hs. Apresentado por Fábio Alexandrelli (foto). o formato do programa é um talk-show, com música ao vivo e entrevistas variadas com atores, escritores, compositores, personalidades diversas, anônimos interessantes. Os temas abordados / apresentados são os mais variados, indo ao encontro da curiosidade adolescente e da maturidade adulta, de uma forma espontânea e natural, que somente a experiência na área teatral e publicitária é capaz de dar suporte.
O Blues com Z será representado pelo apresentador Edu Soliani que vai traçar um perfil do programa, contar como tudo começou e falar dos novos projetos "fisicos", que breve serão realizados.
Para ilustrar nossa participação, contaremos com uma atração musical (Blues Brasil) ao vivo que nos brindará com uma pequena jam.
A Zero Rádio também será representada para expor sua proposta.

6 de março de 2008

Atrações do Blues com Z - 10/03/2008


O Blues com Z da próxima segunda (10/03) continua destacando o Blues Rock com diversos sotaques. Nesta edição vamos ouvir o Blues feito por russos, sérvios, australianos e chineses.
No Blues Brasil a atração é o grupo de Goiânia, Banda Abluesados (foto), que vai nos mostrar o Blues feito no Centro-Oeste do país. Serão também os convidados para um bate-papo informal no programa.
Segue abaixo um breve release dos Abluesados:

A Banda Abluesados nasceu despretensiosamente no ano de 1999, quando velhos amigos de infância se uniram para tocar suas canções prediletas. O tempo passou e as apresentações pelos bares tornaram-se constantes, a agenda e as cobranças aumentaram, assim como a responsabilidade. A performance nos palcos teria que ser traduzida em um disco, algo que nem a banda acreditava ser possível. Após um trabalho de intensa pesquisa, ensaios e um ano de gravações minuciosas o disco ficou pronto. Toda a expectativa em torno da capacidade musical da banda em estúdio foi posta a prova e o resultado final surpreendeu a todos, inclusive os integrantes. O CD da Banda Abluesados saiu no finalzinho do ano de 2006.
O grupo representa hoje, dentro do circuito musical alternativo de Goiânia, uma referência na execução de um estilo pouco valorizado: o Blues. As conquistas conseguidas pela banda e principalmente os elogios vindos de pessoas dos mais diversos segmentos diretamente relacionados à música confirmam que todo o trabalho realizado pela Banda Abluesados prima pela originalidade e, sobretudo, pela fidelidade aos grandes mestres do Blues. A notoriedade dentro do estilo já supera as fronteiras locais, visto que alguns dos mais consagrados nomes do Blues nacional já incluem a Banda Abluesados entre as proeminentes bandas de Blues do Brasil.
De todas as qualidades da Banda Abluesados a que mais se destaca é a interatividade. A barreira abstrata existente entre palco e platéia é totalmente quebrada pela Banda. O público é incitado a participar e sua reação inspira os músicos a tornar a atmosfera mais envolvente e o universo instigante do Blues, erroneamente visto como melancólico em sua totalidade, torna-se um convite ao divertimento.

Formação do grupo:

Luciano Ninomia - vocal, guitarra, violão e gaita
Uirá Cabral - vocal, gaita e guitarra
Maurício Machado - baixo
Marcelo Bempar - batera

4 de março de 2008

Buddy Miles e Jeff Healey


Dois grandes nomes envolvidos com o Blues morreram nos últimos dias; o lendário baterista Buddy Miles (esq) e o guitarrista canadense Jeff Healey (dir).
Saiba mais a seguir.


Morreu na noite do dia 26/02 o baterista Buddy Miles, que fez parte da lendária Band of Gypsies, do guitarrista Jimi Hendrix. Ele tinha 60 anos e sofria de problemas cardíacos, informou seu assessor.Miles, que nasceu em Omaha (Nebraska) já tocava no conjunto de jazz de seu pai aos 11 anos. Segundo seu site, ele tocou em grupos como The Delfonics e The Ink Spots e acompanhou a lenda do soul Wilson Pickett. O baterista tocou no clássico disco "Electric Ladyland" e se juntou logo depois à Band of Gypsies, que ainda contava com o baixista Billy Cox.De acordo com seu site, ele tocou com Stevie Wonder, Muddy Waters, Barry White, David Bowie, George Clinton, Santana e Bootsy Collins. Craig Balderston, um músico de Omaha, disse que costumava tocar com Miles durante os anos 90. "Ele era um fantástico baterista e também um fantástico cantor", disse. Após a morte de Hendrix, Miles retomou com sucesso o Buddy Miles Express, graças sobretudo ao disco "Them Changes", que se manteve nas paradas durante 74 semanas.

Em 1972, Miles gravou um disco ao vivo no Havaí com Carlos Santana, que se tornou um grande sucesso de vendas. Posteriormente, colaborou com nomes como Stevie Wonder, David Bowie e Bootsy Collins. O músico passou um período na prisão no final da década de 70 e início de 80, por acusações relacionadas a drogas, mas voltou à música em 1986, com o grupo California Raisins.
Em 1994, voltou a trabalhar com Santana e criou uma nova versão da Buddy Miles Express. Durante os últimos anos de sua vida, Miles se dedicou a manter vivo o espírito de Hendrix, através de atos promocionais e participações em tributos em sua memória.
No momento de sua morte, trabalhava em três projetos musicais e estava envolvido em atividades destinadas a arrecadar dinheiro para as vítimas de furacões nos EUA (globo.com)..

Jeff Healey

O músico canadense Jeff Healey morreu aos 41 anos no último domingo (02/03) em um hospital na cidade de Toronto, no Canadá, cercado por familiares e amigos. Há anos ele lutava contra o câncer, segundo Colin Bray, que toca na mesma banda de Healey. O músico já se apresentou no Brasil ao menos uma vez, em 2002. Healy ficou conhecido como líder da Jeff Healey Band, um trio que ganhou reconhecimento internacional, principalmente com o álbum "See the Light", que continha a música "Angel Eyes". Healy lutava contra o câncer desde seu primeiro ano de vida, quando uma forma rara da doença na retina o deixou cego. Healey aprendeu sozinho a tocar guitarra mesmo com a deficiência visual. Ele dividiu o palco com nomes como George Harrison, B.B. King e Stevie Ray Vaughan. O músico passou por diversas operações nos últimos anos para remover tumores dos pulmões e de uma perna. Ultimamente, ele tocava mais jazz, mas o próximo lançamento de álbum era de rock, o primeiro em oito anos. Ele deixa sua mulher, Christie, e dois filhos, de 13 anos e 3 (folha online).

28 de fevereiro de 2008

MANIFESTO BLUES



Segunda, 03/03, estréia na equipe do Blues com Z, BOB TEQUILLA(foto), que vem nos ajudar a melhorar a qualidade de áudio do programa.
E não é só isso. BOB é mais um 'velho' blueseiro, apaixonado por Jimi Hendrix, escondido nos confins desse país, ou mais precisamente no subterrâneo dele que, graças a internet, começa a brotar que nem minhoca em solo fértil.
O Manifesto abaixo é seu cartão de visitas.
Seja bem-vindo BOB no Blues com Z!


Vamos nos juntar no blues pois ele é a nossa força, nossa mãe-terra. Aquele a quem devemos tudo. Dia nenhum da nossa vida podemos cuspir no blues. Ele é nossa frigideira mochileira, nossa prato de refeição. O blues é a mesma fome que atravessa o Mississipi e deságua no Amazonas, é a mesma mão machucada pelo corte de cana, ou aquela que segura no apoio de um ônibus cheio de manhã. É a mesma mão calejada que segura uma fender triturada em qualquer lugar do mundo! Somos nós mesmos jogados de um lado pro outro nessa aventura inglória chamada vida cuja única recompensa ao final de tudo é descansar em paz! Mas como perguntou o poeta blues: e se eu continuar cansado mesmo depois da morte? E se o blues continuar correndo nesse sangue azul negro nas minhas veias mesmo depois de morto? O dia que eu morrer vou continuar tocando blues. Podemos todos morrer menos matar o blues! O blues é um só! ninguém é melhor ou mais blues! Se vc aprendeu blues na escola, praticando 8 horas por dia... adeus! Johny B.Goode sentado na linda do trem pode te ensinar uma lição do velho Robert esperando na encruzilhada compreendeu tudo da vida a filosofia ocidental nunca vai conseguir saber. Blues livre ? É tocar a guitarra, a gaita, o baixo, a tábua de lavar roupa,a frigideira, aquela e pentatônica... BLUES LIVRE.

Atração 03/03/2008


A próxima edição do Blues com Z, 03/03, inédita, vai destacar o guitarrista do Paraná, DÉCIO CAETANO, uma das melhores revelações dos últimos anos do Blues feito no Brasil.
DÉCIO, estará batendo um papo informal conosco no programa e participará do Chat da Zero, em tempo real, com os Zeronautas.
Um pouco da trajetória desse novo talento você pode ler, abaixo, em nossa entrevista pontual.

Blues com Z -Sua formação musical.
Décio
-Comecei a brincar com o violão aos 12 anos de idade,mas só tive uma guitarra aos 19,e assim iniciei os meus estudos. Estudei harmonia e improvisação, com Marcus Rampazzo,e Aminadabe J. Santos.

Blues com Z -Goioerê/PR e o delta do Mississipi. Conte-nos sobre essa analogia.
Décio
– Goioerê, durante muito tempo, foi a capital do algodão no Brasil,eu vi muitas pessoas inclusive meus tios colhendo algodão,as pessoas simples cantando cantigas do nordeste,pessoas que amavam a vida,que amavam somente o que tinham,sua enxada,sua mulher,sua família,impressionante,mas elas amavam seu trabalho. Não morei em Goioerê por muito tempo,pois meus pais se mudaram de lá quando eu tinha 3 anos. Meu pai e natural de São Paulo,e trabalhava em uma multinacional,e ficou por um tempo em Goioerê, mas todos os finais de ano, durante uns 12 anos, ia visitar meus avós,e sempre via as mesmas imagens,caminhões lotados de pessoas indo trabalhar no campo, pessoas felizes com o que viviam ..difícil acreditar nisso,mas elas eram muito felizes por ganharem 6 cruzeiros por dia, meu pai não entendia muito, eu era um moleque, mas tenho essas lembranças da minha cidade natal. Não era Blues, nao era melancolia, mas havia muita música, e por incrível que pareça, os jovens e adolescentes, adoravam Led Zepellin, ACDC ,entre outras coisas,cada vinil comprado,era um tesouro,e existian muitas,mais muitas garotas belas,das quais já sai corrido por diversas vezes de lá,pois a galera era muito ciumenta c as meninas de lá....rssss, isso era a parte blues.
Blues com Z - Suas maiores influencias e seus Blues favoritos.

Décio - T-Bone Walker, Freddie King, BB King, Buddy Guy, Muddy Waters, Son House, Robert Johnsom, mas a principal, creio eu, é Albert Collins. Hoje escuto muita coisa, muito jazz e blues, e tenho minhas preferências atuais como: Litlle Charlie and Night Cats, Kid Ramos..... humm, são tantos que não saberia enumerá-los.... heehehehh

Blues com Z- A White Boots e Friends of Blues (3 discos).
Décio
- White Boots, foi a primeira banda em qual eu toquei . Era um misto de blues c rock and roll. Estavamos indo bem até que o baterista e vocalista decidiu se mudar para Chicago Daí simplesmente a banda se dissolveu, gravamos apenas um demo do qual todas as vezes que ouço fico muito contente, pois ali dava para perceber que todos nós tinhamos algo com a música,era muito musical,nada absurdo,mas musical e genuíno, friends of blues....foi a primeira banda de blues que toquei, com Mano no vocal e bass,e Carlinhos na bateria, desde a primeira vez que ouvi os caras pensei, pô, tenho de tocar c eles, eu não agüentava mais tocar rock and roll,queria só tocar blues...rssss...dai a nossa parceria começou em 1998, foi um casamento perfeito,fluía muito bem, os shows eram muito bons,tocamos em vários lugares do circuito do sul, era alucinante e fomos conquistando nosso lugar, mas como tudo que é bom sempre acaba...rsss , Mano (o vocal e bass)se mudou para Coimbra, Portugal, para terminar sua faculdade,e eu me vi tendo que trabalhar de alguma maneira,comecei a tocar com a Paula Veloso, grande cantora e interprete de mpb, e tocar musica brasileira,conheci umas figuras muito gente fina,como,Gilberto Gil, João Bosco, e todos sempre falavam de uma maneira muito respeitosa do Blues, mas não conseguia mais trilhar aquele caminho,todos os meus improvisos nas músicas eram de Blues...heeheheh, eu queria tocar blues,decidi,começar meu projeto,isso já tem 5 anos, comecei a cantar do nada, escutando os cds e estudando ouvindo BB King, Freddie King, foi quando passei por umas paradas bem pesadas em minha vida,e decidi ficar mais quieto. Comecei a freqüentar uma igreja Batista a orar todos os dias,e comecei a compor,músicas para DEUS, só que em blues, já tinha tocado com o Rev Womack Junior de Atlanta,e já tinha descoberto o blues gospel, e assim posso te dizer que gravei meu primeiro álbum de blues gospel, que todas as vezes que eu escuto,fico admirado com a minha coragem, porque ninguém entendeu, muita gente da igreja,achava que Blues era coisa do diabo e era uma coisa muito mais,muito doida,as vezes eu ia tocar em um congresso de igreja com muitas pessoas,e alguns gritavam glória a DEUSSSS,A E O RESTO DA MULTIDÃO EM SILENCIO,RSSSSSSS,MAS EU CANTAVA COM MUITA CONVICÇÃO, E MUITA DEVOÇÃO. Um ano depois quis gravar outro disco e lancei o álbum “The Blues In The Rivers Of God. Gravei todo em Delta Blues, tipo voz ,violão ,slide e o pé de marca tempo. Muita gente curtiu, muita gente mesmo,até os não cristãos...heeheheh, só que eu precisava trilhar o meu caminho,estava dando aulas para a banda da igreja já fazia mais ou menos 1 ano e não recebia um tostão e tinha muitas dificuldades com grana,pois a igreja ficava no fim do mundo e eu tocando na noite, então, estava me dedicando só a igreja e aos meus cachorros ,eu tinha um canil, trabalhava com vendas de filhotes, aí chega um dia, o padre da igreja me fala, que DEUS tinha atendido as suas orações e enviado alguém para trabalhar em definitivo com a igreja na área da música.Fiquei muito puto, pois, por causa do meu trabalho tinha conseguido ajudar musicalmente muita gente,e o melhor unir toda aquela galera,um mais doido que o outro...hauuhauah todos se achavam BB King cantando,e todos se achavam Johnny Winter tocando,era difícilllllll... heeheheheh,mas no final,eles viram que precisavam de uma orientação musical e fui bem vindo por eles,mas para diretores da igreja eu era um tipo de cara revolucionário demais...rss, mas, naquela noite de segunda feira,ele me disse assim: "hoje essa jovem aqui assumira o posto de líder da música,vamos pagar um sálario de x..."(quantia muito boa,de dinheiro)me senti envergonhado e perdido,e ele ainda me falou: “irmao Décio, espero que você não fique triste, é para nosso bem”...rsss. Naquele instante peguei minha vespa, sai a 100 p hora até um estúdio e no caminho eu disse: DEUS,DEUS ME AJUDE A CHEGAR AONDE EU QUERO CHEGAR,ME ILUMINE,ME AJUDE,EU PRECISO DO SENHOR),cheguei ao estúdio e fui falar com o Lobão (dono do estúdio), aí o cara me recebeu bem e eu disse a ele: bicho, não tenho um puto, mas preciso cuidar da minha vida,e fazer o que amo, sei que eu vou chegar a algum lugar, vc pode me gravar de graça?...heeheh Aí, ele me olhou e falou de cara: “beleza,vc tem uma semana para gravar.....yeahhhhhh, assim gravei o meu 3o disco “Come Back To My Arms e, como estava no interior e as coisas aqui são tudo independente, terminei de gravar,fui numa empresa que prensava cds, e pedi a eles me prensaram apenas 500 copias. Arrumei minhas malas termina meu noivado,vendi tudo o que tinha e disse tchau,e agora para onde eu vou??? Bom, pensei primeiro, Curitiba depois Sampa, e fui para Curitiba. Comecei a tocar blues no primeiro dia em que cheguei na cidade, todos foram bastante receptivos e calorosos comigo. As rádios tocavam minhas musicas e tocam até hoje. Programas de TV rolaram logo após e comecei a ter novas inspirações e gravei meu 4o álbum, o I Can’t Stop!, pela Lethal Level Records, que, graças a DEUS está sendo um sucesso no Brasil e fora do Brasil, e através da ajuda do meu bom DEUS,as portas vem se abrindo cada vez mais,e tenho feito muitos bons amigos pelo Brasil e pelo mundo.


Blues com Z- Fale sobre o Blues feito no Brasil.Como vc vê o cenário atual?
Décio
-Acredito que o Blues nacional esta ganhando força e corpo, temos artistas muito bons por aqui,como Flávio Guimarães, Nuno Mindelis, André Cristovam, Igor Prado, Celso Salim, Lancaster, Robson Fernands, Rodrigo Nézio que para mim foi uma grande revelaçao, Gustavo Andrade da Hot Spot,entre outros como Solon Fishbone,etc. Creio que o Blues no Brasil, a cada dia que passa está sendo feito com muito respeito aos grandes mestres,e com muita expressão e só vc ouvir discos desses colegas citados aí acima para ver que está se tornando gigante como nosso país. A estrada ainda e muito longa, mas os nossos talentos,estão a cada dia dando o melhor de si,e abrindo caminhos onde nunca foram antes conquistados.

Blues com Z - Suas participações nos Festivais de Blues pelo Brasil.
Décio
- Tive participação em vários festivais de Blues pelo Brasil e sempre vem sendo muito bom. O primeiro, fechei o Festival Banho de Blues de Curitiba; depois o Jazz Festival; No Jockers Blues Festival, fiz o encerramento. Participei também do Revival Blues Festival, Festival de Música de Curitiba, Ilha Comprida Blues Festival,e tem mais coisa para acontecer por aí, coisas muitos boas...eheheh. Olha,o público sempre é muito carinhoso com a gente e sempre saem shows espetaculares com muita vibração na galera , isso é que faz a nossa alegria.

Blues com Z- Suas composições e o que vc acha do blues autoral em português.
Décio
–Bom, minhas composições são feitas com base de algumas experiências das quais eu passei em minha vida como os amores perdidos etc, e sonhos dos quais eu tenho em minha vida. O Blues em português é uma coisa que não soa muito bem para mim, mas vejo pessoas que conseguem compor e se dar muito bem,como o Celso Blues Boy e o Zanata, mas eu tenho muito receio, pelo menos para eu gravar uma cancão. Tinha até feito um Blues em português para minha ex, mas agora nem sei se gravo.... de boa.........heeheheh

Blues com Z - Fale sobre sua experiência internacional.
Décio
– Pôxa, tocar na Argentina foi muito bom. Conhecer pessoas muito boas como Gabriel Gratzer, Mariano Cabereira, Pablo Torrente, Danny Wood Sipos, Vanessa Haberck, entre outras pessoas; a atmosfera dos shows foi maravilhosa, as pessoas amam o Blues por lá, mas do que nós os brasileiros. Ouvem com muita devoção e foi muito bom o tempo em que eu estive lá ,muito produtivo;os cds venderam rapidamente,o carinho do público era sensacional, agora em abril estarei de volta à Argentina com 3 shows em Buenos Aires,e logo farei também na Bolivia,e estamos agendando Chile.

Blues com Z -Fale sobre o I Can´t Stop e sobre os convidados que participaram do disco.
Décio
- I Can’t Stop! tem tudo a ver comigo, pois é o que sempre quis dizer à minha ex noiva e as pessoas da igreja que me diziam: “vc tem de parar de tocar” e eu dizia não posso!!! Minha ex noiva queria que eu fosse só dela e da igreja, eu não podia mais viver assim,e mesmo acontecia com os irmãos da igreja. Na real, sempre fui e serei muito feliz ao lado de DEUS , que sempre me abençoou, e bendito seja ele,mas não quero deixar meu trabalho ,e trocar meu grande amor pela música por causa de pessoas isso não,e esse disco foi simplesmente uma resposta que estava na garganta há tempos... ,eheheheh.... Os músicos foram da primeira formação da Décio Caetano Blues Band:
Graciliano Zamborin – bateria; Rodrigo Canales – bass; Marcos Aurélio – trumpet; Israel – sax; Raule Alves – trombone e Edu Mella - guitar base.
Com o tempo foram se alterando, a maioria deles tocavam em todas as bandas de Curitiba e ficava difícil de fechar uma agenda com eles. Hoje tenho meu trio que é tudo o que sempre quis ,somos uma família, irmãos tocamos juntos sempre, e sempre crescendo juntos. Os convidados deste cd sao pessoas das quais eu respeito muito como Andre Cristovam, que e a porta de entrada para Blues no Brasil. Ele me influenciou desde muito cedo,sempre ouvia suas canções quando adolescente e pensava: nosssssa como esse cara toca slide,e certo dia conheci essa grande pessoa que é o André e desenvolvemos uma boa amizade André foi quem me indicou ao Marcus Rampazzo para ser meu professor de guitar. Também me ensinou como “ouvir blues” e, claro, o convidei à participar de uma faixa do cd. Ele veio de pronto e foi muito generoso comigo. Salve André!!!! Outra pessoa que fiz uma baita amizade e convidei a participar do cd foi o pianista Adriano Grineberg, grande pessoa, grande músico, grande artista. Adriano é mais do que um genial músico, é um grande irmão, uma grande pessoa,que sempre está junto com a gente,tocamos muitas vezes juntos e sempre com aquela atmosfera vibrante. Sou grato por todos os que gravaram comigo,e me ajudaram a realizar esse projeto. Sou grato a DEUS por me dar forças e me agraciar a cada dia com um pouco mais de talento,sou grato a vcs ,por gostarem da minha musica,paz a todos!!!!

Blues com Z - Novos projetos e apresentações.
Décio
- Tenho o projeto do novo cd que está a caminho, provavelmente esse ano devo terminá-lo,e na seqüência quero organizar uma tour de lançamento do 5º cd. Tenho shows pelo Brasil esse ano: do RS ate Goiás,e espero tocar na sua cidade, caro leitor deste blog, seja aonde for.
Deixo aqui meu grande braço a vc Edu, para o Johnny e a todos os amigos do Blues com Z.
Muito Blues e muita paz!!!

26 de fevereiro de 2008

Próximas atrações - 03/03/2008

Na próxima segunda, 03/03, o Blues com Z vai fazer um giro pelo mundo e destacar algumas bandas de Blues-Rock bastante originais. Vamos conferir o sotaque do Blues feito na Suíça, Finlândia, Itália, Escócia, Singapura e Nepal. O universo underground hoje, com o advento da internet, não deixa pedra sobre pedra. E nós do Blues com Z navegamos na mesma direção, mostrar o universalização do Blues pra você.
BLUES BRASIL
O destaque nacional desta edição é o guitarrista de Curitiba, DÉCIO CAETANO (foto), uma das grandes revelações do Blues feito no Brasil nos últimos anos. Vamos bater um papo informal no programa e saber algumas histórias deste músico nascido em Goioerê-PR, além, é claro, de ouvir um pouco de seus Blues. Ainda nesta semana, vamos publicar aqui uma entrevista pontual com Décio e conhecer sua trajetória.

25 de fevereiro de 2008

Panelinhas e frigideiras


A "Frying Pan (frigideira) (foto-modelo original), foi a primeira guitarra elétrica inventada e jamais produzida em escala. O instrumento foi criado em 1931 por George Beauchamp, posteriormente, fabricado pela Rickenbacker Electro. A Frying Pan é assim chamada por causa de sua forma: ela tem uma superfície plana e corpo circular. A pioneira foi feita de alumínio fundido . Beauchamp e Adolph Rickenbacker começaram a vender o Frying Pan, em 1932; porém, Beauchamp não patenteou sua idéia até 1937, fato que permitiu outras empresas a produzirem novos modelos de guitarra elétrica durante o mesmo período (Wikipedia).
Em resumo: nos anos 20 a idéia de instrumentos de cordas elétricas já estava no ar por algum tempo. Com os problemas societários se acumulando na National, George Beauchamp começou a pesquisar ávidamente essa possibilidade trabalhando à noite na mesa de jantar de sua casa. Acabou desenvolvendo o primeiro captador para guitarras, o "Horse Shoe" (ferradura). Ele foi montado num protótipo de guitarra havaiana feito à mão na garagem de sua casa pelo artesão Harry Watson e esta foi a primeira guitarra elétrica construída no mundo. É conhecida por "Frying Pan" (frigideira) por motivos óbvios.
Todos nos sabemos que a guitarra é o instrumento vital ao Blues. E quem um dia não tocou uma guitarra imaginária? Foram os bluesmen que eletrificaram a guitarra e foi Jimi Hendrix que a reinventou.
Agora, você pode estar perguntando. O que tem haver panelinhas e frigideira? Simples! Carinhosamente a primeira guitarra elétrica, como vimos acima, foi chamada de frying pan ou frigideira. Já as panelas tem uma grande utilidade nas cozinhas, mas criar "panelinhas" com suas respectivas tampas, típico do mundo corporativo, ignorando o que está em volta, não é o melhor caminho para nós que militamos no Blues. Desejamos que todos os apaixonados pelo gênero se unam por esta causa e que apareçam para dar sua contribuição. Vamos fritar nosso peixe numa frigideira coletiva e não nas "panelinhas" pessoais.