Agora o Blues com Z é 100% Blues Brasil.
Essa é nossa mais nova iniciativa para divulgar e incentivar o gênero no país.
De Norte a Sul do Brasil o Blues é praticado e estamos abrindo espaço para todo brasuca que queira expressar seu feeling Blues.
Continuamos com os bate-papos. Toda semana um nome ou uma banda nacional para nos contar como é fazer Blues por aqui.
"....O velho Blues não tem formato, nem receira, nem religião,a cor da pele não se mete nisso..."




Seja bem-vindo, o blues vai rolar! E como dizia o mestre Muddy Waters, "pedras que rolam não criam limo".


10 de outubro de 2007

Atração 15/10/2007

III. Blues Rock Underground

03. Jesús Figueroa - É o maior nome do Blues Rock uruguaio. Em 1970, entrou para a banda argentina Opus Alfa, (Jesús Figueroa, Daniel Bertolone, Jorge Barral, Jorge Graf e Atilano Gil Losada), banda pioneira em compor e interpretar rock e blues em castelhano. Em 72, gravou seu primeiro disco solo, "Jesus Con Todos" (foto) e se tornou célebre em seu país. Em 75, devido ao regime milita, emigra do Uruguay e por um bom tempo é considerado desaparecido e dado como morto. Em 1999, depois de 24 anos, Jesús volta ao seu país e grava o cd "Azulema" com os melhores músicos celestes e todo seu arsenal de influências com bases no blues.

Atração 15/10/2007

III. Blues Rock Underground

02. Javier Bátiz - Em 1957, Batiz, fundou em sua natal Tijuana um grupo clamado LOS TJ'S, banda de couver que tocava fielmente as influências musicais que recebiam através das cidades fronteriças mexicanas e da música negra, blues e R&B de gente como T Bone Walker, Muddy Waters, B.B. King, Chuck Berry, Howlin Wolf, James Brown, entre outros. Bátiz se mudou para a capital do México ainda adolescente e sua escola musical foram os grupos que formaria sempre cantando em inglês, coisa abominada pelos diretores musicais das companhías discográficas locais. Em 1963, formou seu primeiro grupo, os "Rebeldes do Rock" ,representados pelos irmãos Tena (Waldo, Americo e Polo). Bátez foi considerado por Carlos Santana seu maior mestre. Durante os últimos 40 anos, Bátiz segue na estrada, cantando em espanhol e é, em seu país o maior nome do blues rock mexicano.

Atração 15/10/2007

III. Blues Rock Underground

01. John "Too Cool" MacCool - Nascido no berço do blues (Moselle-Mississipi) em 1965, John MacCool faz uma mistura do mais tradicional blues-raiz com o elétrico rock roll. Fez a trilha do documentário "Coming Home" - A história de um vietcong veterano (2006), de Herb Sennett e lançou três álbuns num mesmo ano (2003) "Not Too Blue", "50 Olds of Gold" e "Beck Porch Blues".
MacCool, vem se notabizando como um autêntico descendente das águas barrentas do velho Mississsipi.

9 de outubro de 2007

Atração 15/10/2007



O Blues com Z tem como maior característica a apresentação de raridades e o lado B do Blues. Tudo aquilo que está vivo pelo mundo afora e bem poucos sabem que existem. E, todos com trabalhos reconhecidos e muitos obscuros por trás de celebridades com competência duvidosa. O blues está vivo nos quatro cantos do mundo, nunca foi moda e sim referência.
Por isso, vamos chamar os blocos com estes personagens de "Blues Rock Underground", blues de todas as línguas, e de todos os lugares. E, como diz na letra de "ARARIBÓIA BLUES", "...A COR DA PELE NÃO SE METE NISSO."

ARARIBÓIA BLUES( Tony Havana)
EU NÃO NASCI NO MISSISSIPI/MUITO MENOS NO TENNESSE/E O ALGODÃO EU COMPRO PRONTO/NUMA FARMÁCIA DE ICARAÍ!/SOU FELIZ COM UMA MULHER/NÃO FUI ESCRAVO NÃO PADECI/MAS E DAÍ EU AMO O BLUES/O VELHO BLUES QUE ME FAZ ZUNIR!/BLUES, BLUES, BLUES../NINGUEM PODE QUERER ESCRAVIZAR O BLUES/NÃO PODE!NÃO PODE!/NÃO SOU NEGRO, MAS EU SINTO./QUE O VELHO BLUES VIVE ENCOSTADO EM MIM/SEJA NO CAMPO OU NA FAVELA/EM NOVA YORK OU NO GRADIM/O VELHO BLUES NÃO TEM FORMATO/ NEM RECEITA, NEM RELIGIÃO./O QUE INTERESSA É A LIBERDA DE VOAR NAS ASAS DE UM FALCÃO/BLUES, BLUES, BLUES./NINGUEM PODE QUERER ESCRAVIZAR O BLUES/NÃO PODE!NÃO PODE!/QUANDO EU OUÇO O BLUES BOY...SAHADY, GILSON E O MINDELIS./SINTO FORTE, TOCA FUNDO./A COR DA PELE NÃO SE METE NISSO/O VELHO BLUES É ANARQUIA.






Atração 15/10/2007


II. Raízes e Ícones

4. Johnny Johnson (1924-2005) - Pianista e compositor nascido em Fairmont Mn, Johnson foi um dos pioneiros do rock'roll. Foi parceiro de Chuck Berry em sucessos como Roll Over Beethoven e No Particular Place to Go. Começou a tocar piano aos 4 anos e mudou-se para Chicago depois da Segunda Guerra Mundial, onde tocou jazz e blues em clubes. Em meados do século XX, mudou-se para St. Louis onde formou o Johnnie Johnson Trio. Apesar de Johnson nunca ter sido muito famoso, iniciou sua parceria (1952) com Chuck Berry e ambos ajudaram a definir o rock em seus momentos iniciais. Com freqüência, Johnson compunha um tema musical ao piano e Berry o transcrevia para a guitarra e escrevia as letras. Depois de encerrar sua parceria com Berry, na década de 70, colaborou com Keith Richards, Eric Clapton, John Lee Hooker e Bo Diddley, entre outros artistas. Entrou para o Hall the Fame do Rock em 2001. Processou (2000) Berry por pagamento de direitos autorais e falta de reconhecimento artístico em meia centena de canções que, segundo ele, ambos compuseram juntos, mas perdeu a causa (2002), visto que o tribunal alegou muito tempo desde a composição das canções. Hospitalizado com pneumonia em 2005 e fazendo tratamento de diálise devido a problemas renais, morreu de causa não esclarecida em sua casa, em St. Louis, aos 80 anos, deixando mulher e vários filhos. -

Atrações 15/10/2007


II. Raízes e Ícones

3. Chuck Barry (1926)- Nascido em St. Louis, em 1926, Chuck Berry cresceu num bairro afro-americano e ainda criança entrou para o coro da Igreja Batista de seu bairro, aumentando assim seu gosto pela música. Agregando peso e atitude ao blues, é considerado um dos pioneiros do rock ‘n’ roll e influenciou nomes como os Beatles, Rolling Stones e Bob Dylan. Na década de 50, enquanto os EUA passavam por uma série de conflitos raciais, Chuck Berry fez dançar negros e brancos, subvertendo as regras morais de sua geração.Berry talvez só perca para Jimi Hendrix no quesito guitarrista mais influentes do pós guerra. Seus riffs e trejeitos foram imitados, aumentados e, por vezes, até aperfeiçoados, mas jamais igualados. Berry também se mostrou um dos melhores letristas do rock com suas histórias cheias de malandragem que atingiam o coração de teens ao redor do planeta. É difícil selecionar só uma canção para representá-lo, mas Johnny B Goode cumpre bem a tarefa pois além de ter sido um dos maiores sucessos do cantor e guitarrista, ela logo entrou para o repertório de vários artistas e bandas iniciantes ou não com o decorrer do tempo. Durante sua carreira ele gravaria tanto baladas românticas (como "Havana Moon") quanto blues ("Wee Wee Hours"), mas foi no recém-nascido rock que Berry ganhou sua fama.

Atração 15/10/2007


II. Raízes e Ícones

2. Son House (1902/1988) - Eddie James House, Jr, mais conhecido como Son House, foi um dos maiores pioneiros do blues. Sua data de nascimento é controversa.
Ele tocou junto com Charley Patton, Willie Brown, Robert Johnson, "Fiddlin'" Joe Martin, e Leroy Williams.
Após matar um homem, alegadamente em auto-defesa, ele passou algum tempo preso na Fazenda Parchman, uma penitenciária de segurança máxima em Parchman, Mississippi.
Son House gravou para a Paramount Records em 1930 e para Alan Lomax da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos no início da década de 1940. Ele fez poucas aparições públicas até a repopularização do blues country na década de 1960, quando foi "redescoberto". A partir de então, ele excursionou pelos Estados Unidos e pela Europa, e realizou novas gravações pela gravadora CBS. Assim como Mississippi John Hurt, ele foi bem recebido na cena musical da década de 1960 e tocou no Newport Folk Festival em 1964.
Ao contrário de alguns guitarristas das décadas de 1920 e 1930, House não era um virtuoso, e não há nada de impressionante na sua técnica. Ele compensava a sua falta de técnica com um estilo poderoso e inovador, com ritmos fortes e repetitivos, muitas vezes tocados com a ajuda da técnica de slide. Sua música era dançante, feita para ser tocada em ambientes barulhentos como bares e salões de dança. House foi uma importante influência para Muddy Waters e Robert Johnson, que levariam sua música a novos horizontes. Foi House que, conversando com jovens admiradores de blues na década de 1960, espalhou o boato de que Johnson havia vendido sua alma em troca da proeza para tocar guitarra. Mais recentemente, House influenciou bandas de rock como o White Stripes, que gravou uma versão de sua música Death Letter no álbum De Stijl.
House teve diversos problemas de saúde a partir do final da década de 1960. Ele parou de se apresentar no início da década de 1970 e morreu em Detroit, Michigan, em 1988.

Atrações 15/10/2007


II. Raízes e Ícones

1) Mississipi John Hurt (1892-1966) - Este bluesman teve uma interrupção de mais de 30 anos de carreira, anonimamente vividos a trabalhar nos campos agrícolas do estado de Mississippi.
A depressão econômica de 1929 e a ultrapassagem do seu estilo vocal macio por um estilo mais cru por parte de ícones como Blind Lemon Jefferson e Charley Patton, lança-o de volta ao trabalho do campo.Em 1952, duas das músicas que gravou nos anos vinte - «Spike Driver Blues» e «Frankie» - são incluídas na compilação Anthology of American Folk Music, a cargo do grande musicólogo americano Harry Smith. A memória colectiva sobre a obra de Mississippi John Hurt é refrescada. O mítico guitarrista relança a carreira, começa a gravar pela editora Piedmont e cumpre uma agenda ao vivo com uma intensidade que nunca conhecera. Torna-se numa das maiores atracções do Festival Folk de Newport de 1963 e repete a façanha no mesmo local uma ano depois. Muda de editora, assina pela Vanguard, e vive os anos mais dourados da sua carreira em plena terceira idade.
Mississippi John Hurt morre de ataque cardíaco em 1966, num período de grande azáfama musical.

8 de outubro de 2007

Atração 15/10/2007





I. Lo Hermano Pappo



1) Pappo's Blues - Norberto "Pappo" Napolitano é o nome dessa que foi umas das mais emblemáticas figuras do rock latino-americano. Pappo nasceu em 10 de março de 1950, desenvolvendo desde adoslecente a paixão pela guitarra elétrica, pelo rock n' roll e pelo blues. Mesmo com poucos recursos, de sua primeira guitarra tirava sons de estandartes do rock dos anos 50. Em sua juventude, integrou diversas bandas da cena argentina, entrando para o circuito profissional com a banda Los Gatos, nos anos 60. Por divergências com outros colegas de banda, Pappo parte para seu próprio projeto, o lendário Pappo's Blues, com o qual lançam 7 álbuns ao longo da década de 70. No Pappo's Blues, Pappo pode libertar todo seu talento guitarrístico. Em 71, ele parte para uma visita à Inglaterra, onde fez uns "bicos" para descolar um trocado e ver os shows das grandes bandas do período. Volta para a Argentina devido ao inesperado sucesso do disco de estréia do Pappo's Blues. Depois de um tempo, parte novamente para a Inglaterra, buscando aprimoramento musical, e faz jams com ninguém menos que Lemmy Kilmister e Phill Taylor (futuros membros do Motorhead) e também fez algumas canjas com o blueseiro Peter Green. Em 76, Pappo forma o trio argentino-brasileiro Aeroblues, soltando uma pérola da história do hard-rock. Sua carreira prosseguiu durante os anos 80, com a banda Riff e infelizmente, Pappo faleceu em um acidente de moto, em 2005, na Argentina. Mas seu legado na guitarra pode ser sentido em sons como "Algo hay Cambiado" , "Stratocaster Boogie" e "Vamo a Buscar La Luz", do Aeroblus.

Próximas entrevistas no Blues com Z



No próximo Blues com Z (15/10), estaremos inaugurando um espaço para bate-papos ou talk-shows no programa. Nosso primeiro convidado é o niteroiense RENATO ZANATA (ver release neste blog). Definimos também as entrevistas seguintes: Dia 22/10, BANHA BLUES (foto), mentor do Projeto BLUES PELA VIDA. Dia 29/10, o blogueiro bluesy, MARCUS MIKHAIL e, no dia 05/11, o guitarrista e produtor MARCELO VOSS, da banda Red Bear & Blues Hunters. Nosso objetivo é abrir espaço para todos que compartilham a paixão pelo blues e tenha algum trabalho a ser divulgado.

Atrações 15/10/2007

A partir de hoje, estaremos publicando as atrações da próxima edição do Blues com Z (15/10). Uma delas é o blues do argentino Norberto "Pappo" Napolitano (foto), o PAPPO'S BLUES. E mais:
01. A Velha Guarda do blues.
02. Rock Blues
03 O. blues feito no Brasil
04. Entrevista com o guitarrista niteroiense Renato & Blues Trio (inaugurnado nossos talk-shows).

4 de outubro de 2007

Atração 08/10/2007

V. Blues Rock

04. George Thorogood - Iniciou carreira na década de 70, influenciado por Chuck Berry, John Lee Hooker e Elmore James, formando a banda Destroyers, ao lado de Ron Smith, Jeff Simon e Bill Blough. Lançou seu primeiro álbum em 75 e, em 78, o segundo, "Move It on Over", que lhe valeu o titulo de revelação do “Bluesy” americano, na época. George Thorogood é um típico guitarrista norte-americano de blues-rock. Sua carreira, que cobre mais de três décadas, sempre com The Destroyers, o levou ao topo da pirâmide do blues, criando os clássicos "Bad to the Bone", "I Drink Alone" , "Get a Haircut" e sua versão para "One Bourbon, One Scotch, One Beer", de John Lee Hooker, entre muitos outros. Seu novo álbum de 2006, renova seu talento, além do esperado, com músicas novíssimas como "The Hard Stuff" - que dá nome ao disco - e "Anytown USA", e os sucessos "Huckle Up" de John Lee Hooker, e "Hello Josephine", de Fats Domino.