Agora o Blues com Z é 100% Blues Brasil.
Essa é nossa mais nova iniciativa para divulgar e incentivar o gênero no país.
De Norte a Sul do Brasil o Blues é praticado e estamos abrindo espaço para todo brasuca que queira expressar seu feeling Blues.
Continuamos com os bate-papos. Toda semana um nome ou uma banda nacional para nos contar como é fazer Blues por aqui.
"....O velho Blues não tem formato, nem receira, nem religião,a cor da pele não se mete nisso..."




Seja bem-vindo, o blues vai rolar! E como dizia o mestre Muddy Waters, "pedras que rolam não criam limo".

21 de março de 2008

Atração 24/03/2008


BANDANNA BLUES BAND


A carioca BANDANNA BLUES BAND é nossa convidada, nesta segunda (24/03), para um bate-papo informal. Nova safra do Blues feito no Brasil, a Bandanna chega ao cenário bluesy nacional com muita energia e , com certeza, veio para ficar.
A seguir, uma entrevista pontual com o grupo que nos conta um pouco de sua trajetória.

Blues com Z - A formação musical de cada integrante do grupo.

Anna Carla (vocal)
– Graças a minha mãe, eu tive uma educação musical muito completa e de bom gosto da parte dela, que além de tocar um chorinho no acordeon pra ninguém botar defeito, ouvia Chico, Geraldo Vandré, Edu Lobo, Beatles e Rolling Stones. Caramba, me lembro de ter visto o Rock in Rio todinho com ela na tv, que ela não pode ir porque eu era muito pequena!
Bom, daí minha vontade de estudar música sempre esteve latente. Quando criança, estudei piano no conservatório e participei de vários corais, desde o do Cap UERJ, que fazia apresentações na concha acústica, Cecília Meireles e Teatro João Caetano, e alguns corais religiosos até o coral da Aliança Francesa, que tinha maior repercussão no Rio. Depois que minha mãe faleceu, ainda estudei acordeon uns 4 anos, mas percebi que eu me identificava mesmo com o vocal.
Infelizmente, fiquei afastada um tempo da música por conta de um emprego (sou Engenheira Mecânica) que, apesar de me fazer conhecer culturas diferentes, não me dava sequer finais de semana pra cultivar amigos e me dedicar à música. Me fazia mal deixar a arte de lado, e mudei tudo pra isso acontecer! Há 4 anos voltei a cantar e estudo pra manter minha saúde vocal. Depois da “Pandhora” (pop-rock) e da RBO (blues) estou hoje dedicada a “Bandanna”.

Mauricio Fernandes (guitarra) - Estou no mundo da música desde 1986 e já toquei em diversas bandas: Vital Mania, BDR, Old Jack Blues, onde o Marquinho e o Felipe também participavam, Blues and Roll, Garganta Seca e Os Tributados, onde toco baixo. Com o Garganta Seca, gravamos o CD “Musica, Suor e Prazer” lançado em 2002, tocamos nas principais casas do Rio de Janeiro e no ano passado participamos do Programa do Jô. Passei por variados estilos musicais, viajando do punk-rock ao blues. Em 1994, descobri o Blues e me apaixonei pelo estilo que é a base das minhas criações musicais. O despertar por este estilo teve influência por intermédio do guitarrista Big Gilson (ex-Big Allanbik) que foi meu professor.
Felipe Mendes (batera) – Sempre gostei muito de rock progressivo, aquela coisa meio setentista. Acho que todas as bandas que eu toquei tiveram alguma influência desta época.

Marcus Ploc – (contra-baixo elétrico) Tive meu primeiro contato com o instrumento em 1993. A partir daí passei por alguns professores particulares. Dentre eles eu destaco o "Marcos Pimpolho", excelente baixista que assina gravação em vários trabalhos de artistas do estilo popular, como a Mpb, samba e pagode. Ele é cria do grande Adriano Giffoni.

Guilherme Hully-Gully (guitarra) – O Guilherme é marcado por ter sido integrante das bandas “João Penca & Seus Miquinhos Amestrados” e “Pororocas”. Hoje, alem de produtor musical e cenográfico, toca guitarra na “General Billy”, banda de Rockabilly, e na “Bandanna Blues”. (Anna)

Blues com Z- As principais influências de cada um.

Mauricio -
Jimi Hendrix, Stevie Ray Vaughan, Eric Clapton e Buddy Guy.

Marcus - Sou eclético e, graças a Deus, tive aprendizado em vários ritmos nas fases diferentes da vida. Me sinto a vontade para tocar do samba ao rock. Quanto aos artistas que me influenciaram, sempre tive como inspiração Mark King (Level 42), Gady Lee (RUSH), Sting (The Police), Andy Rourke (The Smiths), Arthur Maia (diversos), Flea (Red Hot Chilli Pepers), Humberto Gessinger (Engenheiros do hawai)... ah, são tantos... rs
Guilherme - Rebeldes Rockabilly, João Penca & Seus Miquinhos Amestrados, A. E. Müller.

Felipe - Toad The Wet Sprocket, Temas de Jazz, Progressivo (mas sem muito virtuosismo) e alternativo (sem muito minimalismo).

Anna – Bom, música brasileira de qualidade! Com certeza! Chicago... O blues de Chicago... me influenciou demais. Susan Tedeschi... Joss Stone... Debbie Davies... Ah, e claro Koko Taylor, que tive oportunidade de ver ao vivo.

Blues com Z - Voces acreditam que a influencia de outros estilos, fortes na banda, fazem com que crie um diferencial pro som de vocês?

Marcus - Sim é claro, o blues concede espaços a vertentes. Sem rótulos, embalagens ou pré-definições. No fim, o conteúdo dita o tom. Somos um grupo, pessoas distintas com experiência e vivência diferentes e isso culmina em uma mistura pra lá de apetitosa.

Felipe – Eu acho que sim, faz diferença sim. Eu e o Marquinhos já tocávamos em outras juntos em outras bandas com outros estilos e agente traz muito isso pra Bandanna.

Blues com Z - A escolha do repertório.

Anna – Nosso repertório ainda está tomando forma... Neste ano tivemos algumas mudanças e estamos recebendo influências que estão apimentando mais o som pra um blues mais “acariocado”. Esperamos que a resposta do público seja positiva!

Blues com Z – Como foi a escolha das músicas escolhidas do EP do grupo?

Anna – Engraçado isso... Minha intenção inicial era gravar um trabalho próprio, da Anna. Mas o trabalho com a banda tinha a necessidade de ter um material de qualidade pra divulgar a banda e poder tocar em palcos mais exigentes. Daí, propus a idéia do EP e, logo no começo, começamos a nos preparar para gravar. Ainda não tínhamos o repertório de hoje e escolhemos a dedo o que seria trabalhado pra gravar. Queríamos colocar uma música própria, um blues nacional e uma música forte, conhecida. E assim surgiu “Hit the Road” que acabou ganhando uma incidental, que ficou interessante, a “Vai Pedalar”e “Eu sou um alguém” da Banda Garganta Seca. Gravamos no estúdio “Making of” do baixista Fabio Mesquita (Baseado em Blues e Blues Power) que além de grande amigo, é ótimo músico e produtor. Ele foi essencial pro desenvolvimento no trabalho. Gravar lá fez com que as músicas recebessem um carinho especial e ainda alguns toques importantes no arranjo.

Blues com Z - Com pouco mais de um ano de vida, a Bandanna veio para ficar?

Mauricio – Acabamos de trocar de baixista, que foi um reencontro do passado. Eu toquei com o Felipe e o Marquinhos há uns anos atrás, e há pouco tempo o Felipe esbarrou com ele justamente quando procurávamos um novo baixista. Isto ta sendo bacana e por isso ainda aquele momento onde estamos redefinindo opções. Mas a interação do grupo e a vontade dos integrantes mostrou desde a sua primeira apresentação, que veio para ficar, para trilhar o caminho da música independente dos obstáculos que com certeza aparecerão!

Blues com Z – O Blues e afins no Rio tem crescido?

Mauricio
- O Blues no Rio sempre foi de momentos altos e baixos. Infelizmente, os bares e casas de shows não "investem" o suficiente para que o público compareça aos shows de blues e sempre dependem da divulgação das bandas. Em vários casos, querem que a banda até venda ingressos para garantir público. Hoje alguns espaços ou veículos vêm colaborando para que o blues seja mais conceituado no Rio de Janeiro. A Banca do Blues, que promove shows todos os sábados, o Programa Blues com Z, que integra as bandas brasileiras no Chat, e a Rádio Blues na Veia, que eu produzo. Esses espaços trazem muito retorno e novos adeptos. Contamos que cada vez mais apareçam novidades no mundo deste estilo tão fascinante que é o blues!

Blues com Z – Estão aparecendo novos espaços para apresentações?

Anna
Aqui no Rio, como acredito ser no Brasil inteiro, as casas apóiam o blues por um curto período... E normalmente dos dias de semana. Quem tem se mantido no estilo por um bom tempo é o Sallon as terças-feiras e o Rio Rock Blues, onde fizemos um show super gostoso acústico no final do ano passado. Fora estas duas, e é claro, a Banca do Blues, os espaços se abrem para nós e se fecham em seguida....

Blues com Z - Novos projetos, apresentações e o site da banda.

Mauricio – Esse tem sido o objetivo da remontagem do repertório. Músicas empolgantes e capazes de sustentar um show enérgico e cheio de feeling. Só agora estamos começando a oferecer o nosso show pra novas casas no Rio e fora do Rio. Ah, também a construção de nosso site, que será uma novidade!
Anna – Enquanto o site não fica pronto, estamos usamos o portal “Palco MP3” que tem sido bastante eficaz na divulgação do trabalho. Teremos show no proximo sábado (dia 29, véspera do Aniversario do Deus da Guitarra) com um repertorio especialmente trabalhado na Banca do Blues com as bandas Destilaria, Old Blues e SlowHands.
Ah, Edu, não posso terminar essa entrevista sem agradecer a algumas pessoas e oportunidades que tivemos... As Jams organizadas via orkut mensalmente foram super importantes pro encontro de músicos de blues aqui no Rio. Pra mim especialmente, foi fundamental pra esta escolha musical. Ficávamos 5 horas no estúdio com músicos profissionais (renomados pelo mercado nacional) e músicos desconhecidos na midia (que viraram grandes amigos). Novas bandas surgiram destes eventos... A Deaf Dogs (do Marcos Zeve, Leo Cardote, Felipe Nobre e Jean), o Destilaria (com o Leo Ventura e Heber Araujo), a 4Lives (Dantas e Heber), a Miulhos Endrulhos (do Marcelo Biko, Big Alex e André White) e até a RBO, que eu participei em 2005 com o Luiz Fernando Yeah. Hoje essas Jams foram transferidas pra Banca do Blues. O Paulo e a Denise abrem este espaço todo sábado antes dos shows. Isto cria oportunidades. Alias, a Bandanna só surgiu depois que participamos do tributo ao Eric Clapton no ano passado, que foi organizada pelos músicos que participavam das Jams no estúdio. E é claro, obrigada pelo convite pra entrevista. Acompanhamos o programa e tá demais de bom! 




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