Agora o Blues com Z é 100% Blues Brasil.
Essa é nossa mais nova iniciativa para divulgar e incentivar o gênero no país.
De Norte a Sul do Brasil o Blues é praticado e estamos abrindo espaço para todo brasuca que queira expressar seu feeling Blues.
Continuamos com os bate-papos. Toda semana um nome ou uma banda nacional para nos contar como é fazer Blues por aqui.
"....O velho Blues não tem formato, nem receira, nem religião,a cor da pele não se mete nisso..."




Seja bem-vindo, o blues vai rolar! E como dizia o mestre Muddy Waters, "pedras que rolam não criam limo".

7 de fevereiro de 2008

Atração 11/02/2008


ENTREVISTA COM FELIPE CAZAUX


A próxima edição inédita do Blues com Z (11/02) vai destacar o guitarrista de Fortaleza CE, FELIPE CAZAUX. Com pouco mais de 20 anos, já possui a experiência de ter se apresentado em inúmeros festivais de Blues pelo Brasil e dividido palco com grandes músicos nacionais. Já tocou fora do país: "tive oportunidade de tocar em redutos como Buddy Guy Legends, Rosa's Louge e House of Blues. Toquei com James Wheeler algumas vezes e outros Bluesmen menos conhecidos como Linsey Alexander e músicos que acompanham caras como Lonnie Brooks e Billy Branch."
FELIPE é o nosso convidado para um bate-papo no programa e estará em tempo real no Chat da Zero Rádio para interagir com você.
Confira na seqüência uma entrevista pontual com o guitarrista cearense e conheça um pouco de sua trajétória.


Blues com Z -Sua formação musical.
Felipe - Comecei com aulas de canto em um coral infantil, aos 9 anos, onde fiquei até os 12, mais ou menos e decidi tocar violão, mas já querendo passar pra guitarra, tive muita influência naquela época de guitarristas como Slash (Guns n' Roses) e Tony Iomi (Black Sabbath). Aí tive aulas de guitarra a partir dos 12, 13 anos. Minha primeira banda foi aos 16, com o Klaus que toca comigo até hoje, mas na época era Thrash Metal, influenciado por Pantera e Sepultura, tocamos em muitos festivais undergrounds em Fortaleza e aos 18 anos um amigo me chamou pra tocar Blues, e aí montei o Double Blues. Entrei na Universidade de Música aos 19 anos, mas no momento estou parado, só estudando em casa.

Blues com Z -Suas maiores influência.
Felipe- Hoje em dia, as influências são diferentes de quando eu comecei. Gosto muito mesmo de Hendrix, Stevie Ray Vaughan também me influência muito, gosto bastante de Eric Clapton, pois foi o primeiro a me fazer gostar de Blues com o álbum "From the Cradle". B.B. King e Buddy Guy também são fantásticos assim como Albert Collins, e também tem grande responsabilidde na minha escolha de timbres de guitarra e técnica vocal. Atualmente também escuto muito Warren Haynes e Brian Setzer.

Blues com Z- Como vc conheceu o Blues?
Felipe
- Meu pai é grande fã de música e me lembro dele escutando caras como Eric Clapton, Rolling Stones, Led Zeppelin e Jimi Hendrix. Me lembro bem de quando peguei o "From The Cradle" que já citei, e o escutei na sala de casa enquanto estava sozinho, e quando ouvi a guitarra de hendrix na casa do meu tio, imitando uma metralhadora em "Machine Gun", foi fantástico.

Blues com Z- Fale sobre o Blues feito no Brasil.
Felipe
- Sou muito fã do Nuno Mindelis, não digo pelo fato de ele ter gravado com o Double Trouble, mas porque realmente gosto das composições e do trabaho feito em seus discos, o "Blues on the Outside" é um dos melhores álbuns que já escutei. Também gosto do Blues Etílicos, os músicos são muito bons, gosto do trabalho do Big Joe Manfra, o estilo dele me agrada muito, gosto do sopro do Jefferson Gonçalves, é muito versátil, adoro Robson Fernandes, tem uma pegada muito boa, gosto do vocal do Big Chico, o Igor Prado é muito bom no estilo que se propõe, que diga-se de passagem é bem difícil de tocar. Temos bons Baixistas como Fábio Mesquita (Blues Power / RJ), Rodrigo Montovani (SP) e Jonas (Hot Spot / MG), bons bateras também, como Beto Werther, também do Blues Power, Endrigo Bettega e Yuri Prado. Enfim, acho que o Blues Nacional está crescendo e o público está gostando do que vê. Ainda vão aparecer mais músicos, pois acredito que estamos em uma época de efervescência e reestruturação desse estilo.

Blues com Z - Fale sobre suas participações nos Festivais de Blues pelo Brasil.
Felipe - Participei de Festivais como o de Guaramiranga, nesse último carnaval, que teve um ótima repercussão de público e mídia. Já havia tocado no Festival em 2003 e 2005 com o Double Blues, também participei do Bagdá Blues Festival em São Luiz do Maranhão, em 2005, fiz também neste ano o BSB Blues Festival, Oi Blues By Night em 2006, fiz a abertura para Nuno Mindelis, e 2007 tocando com Jefferson Gonçalves, Robson Fernandes e Big Chico na mesma noite e abertura do show de Magic Slim, também em 2007 acompanhei Flávio Guimarães no projeto Fábrica do Blues, e participei do Minas Blues Jam, durante a tounê do "Help the Dog!". Além desses festivais de Blues, também fizemos muitos festivais de Música, como Festival Rock-Cordel (2008), Festival Vida & Arte (2003), Ceará Music (2003 a 2006), Ponto.CE (2007), Dragão Fashion (2003), Mostra de Música Petrúcio Maia (2006), Fête de la Musique (2005 / 2006), House of Blues (2007 / 2008), Fortaleza Motorcycle (2005), Ceará Blues Sessions (2002), Projeto Palco (2006), Feira da Música (2002) e Fórum de Harmônicas Brasil (2006). Já participei de muitas Jams e fiz shows com alguns dos maiores nomes do Blues como: Flávio Guimarães, Robson Fernandes, Jefferson Gonçalves, Kléber Dias, Blues Power, Blue Jeans, Big Joe Manfra, Big Gilson, Big Chico, Fernando Noronha, Johnny Rover, James Wheeler, Lindsey Alexander, Scott Henderson, Manifesto Blues, Edson Travassos, Vasco Faé, Andreas Kisser e Lancaster.

Blues com Z - Fale sobre sua experiência internacional.
Felipe
- Gastei um pouco (hehehehehe) de dinheiro, e fiquei 2 meses em Chicago, estudando e assistindo alguns dos melhores Bluesmen do mundo, tive oportunidade de tocar em redutos como Buddy Guy Legends, Rosa's Louge e House of Blues. Toquei com James Wheeler algumas vezes e outros Bluesmen menos conhecidos como Linsey Alexander e músicos que acompanham caras como Lonie Brooks e Billy Branch. Foi muito bom ouvir elogios e perceber que não sou tão bom ou tão ruim quanto imaginava, faz a pessoa cair numa real mesmo. Tem muitos caras bons que passam despercebidos e outros que não são tão bons, mas tem uma excelente relação com o público. Aprendi muito sobre performance, postura, bussiness e o principal, tocar.

Blues com Z - Fale sofre suas composições e o que vc acha do blues autoral em português.
Felipe
- Minhas composições não são essencialmente Blues, fui criado ouvindo muitos estilos de música, tenho um gosto especial pelo Blues, mas também gosto muito de Rock e Soul, então essa é basicamente a mistura do meu som. Músicas como "Must Be the Money", "Positive Feeling" e "Got Love" demonstram bem essa mistura. Não sou muito fã de Blues em Português, pois às vezes acho forçado o encaixe, da letra na melodia, sou a favor de fazer um som que tenha influências de Blues para se cantar em português, como o Celso Blues Boy fazia, não era puro Blues, mas estava lá. Gravei recentemente uma faixa em português num cd da De Blues em Quando (CE), mas eu gosto de compor em Inglês por causa dos fonemas, que são mais fáceis de se trabalhar, também acho mais fácil de me expressar numa forma que não seja brega.

Blues com Z - Depois da Double Blues Band ( 1 disco) veio a Dupla K. Fale sobre seus componentes.
Felipe
- O Double Blues teve início em 2002, gravamos duas demos, antes do primeiro álbum oficial, o "Looking for Trouble?!" (2004).
Os integrantes eram outros, contavamos com Wagner Andrade na gaita, Rodrigo Gondim na guitarra, Marcelo Holanda na bateria, Klaus Sena no baixo e eu na guitarra e voz. As músicas eram maiores e tinham muitas convenções, hoje eu inclusive acho exagerado, mas ainda tem gente que quer o cd e gosta muito. A banda mudou aos poucos, em 2005 o Rodrigo e o Marcelo saíram, aí tivemos Adriano Azevedo na bateria, e mudamos para quarteto e o nome para Felipe Cazaux & Double Blues, eu já estava cansado de gastar meu dinheiro com uma banda que podia se desfazer a qualquer momento, é uma sensação horrível. Depois de aguns meses, o Adriano já não conseguia conciliar seus outros trabalhos com o nosso, já que ele tocava com Belchior e outros cantores na época. Aí o Netto Krápula entrou e o Wagner saiu depois de mais uns meses. Pouco antes de gravar o cd, lemos uma matéria que está até hoje no Site da
Blues'n'Jazz, onde o nosso amigo Edson Travassos apelidou a cozinha de Dupla K (Klaus Sena e Netto Krápula), gostamos e já como trio adotamos o nome Felipe Cazaux & Dupla K.

Blues com Z - Fale sobre o "Help The Dog".
Felipe
- Diferente do álbum de estréia do Double Blues, fizemos este álbum sem pretensões. Estamos em uma fase de aprendizagem, simplesmente gosto de gravar minhas músicas, queremos amadurecer nosso som para podermos agradar o maior número de pessoas, fazemos a música pela paixão, e hoje não me prendo a somente um estilo, tenho músicas que vão das mais variadas influências, "Stand Up" por exemplo tem influência de Buddy Guy, em "Miss You" mais para John Mayer e Robert Cray, "No no no" é mais Clapton, algumas coisas mais jazzisticas como "Breakin' with You", mais grunge como "Go Away" e "Walking Under the Sun", mais Hendrix como "Must Be the Money" e "Positive Feeling", Blues Tradicional em "So Glad", regional nordestino com "Gonzaga's Blues" e SRV em "Got Love".

Blues com Z - Novos projetos e apresentações.
Felipe
- Este ano já tocamos no Festival de Jazz & Blues em Guaramiranga, que foi ótimo. Mas o nosso maior desafio será a mudança de cidade, estamos indo para São Paulo no mês de Fevereiro e esperamos conseguir divulgar mais nosso trabalho, temos também o plano de gravar outro cd no fim do ano. Estamos de braços abertos a Festivais e casas que se interessem em ebrir portas para nós. No dia 08 de Março estaremos no Syndikat JazzClub abrindo a jam Session do Festival de Harmonicas do Sesc e pra ficar ligado na nossa agenda é só acessar nosso Site e se cadastrar na nossa Newsletter. www.felipecazaux.com


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